Viver a obesidade: trajetória e sacrifícios infrutíferos para perder peso antes da cirurgia bariátrica
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https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2026-0209enPalavras-chave:
Obesidade, Cirurgia Bariátrica, Trajetória de vida, Preconceito em relação ao peso, Pesquisa qualitativaResumo
Objetivo: Analisar a trajetória de mulheres que vivem com obesidade desde a infância e decidem se submeter à cirurgia bariátrica. Método: Estudo qualitativo descritivo-exploratório. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e fotobiografias com 21 mulheres que passaram por cirurgia bariátrica, utilizando-se técnicas de análise da teoria fundamentada. Obteve-se a aprovação dos comitês de ética e pesquisa. Resultados: As participantes apresentavam obesidade desde a infância e mantiveram um aumento constante de peso, atingindo seu pico durante a gravidez, a perda de um ente querido ou o isolamento devido à COVID-19. Elas compartilharam experiências de violência, discriminação e estigma; utilizaram a comida e o isolamento como alívio e proteção. Empregaram múltiplas estratégias para perder peso, mas o ganho de peso subsequente sempre foi maior. As limitações para realizar atividades da vida cotidiana as levaram a procurar um médico, que lhes apresentou a cirurgia bariátrica como uma oportunidade para recuperar a saúde. Conclusão: A trajetória de quem vive com obesidade desde a infância ocorre em um contexto de violência; o isolamento, a alimentação emocional e as crises situacionais exacerbam o ganho de peso, afetando sua saúde, o que as leva à cirurgia bariátrica.
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