Viver a obesidade: trajetória e sacrifícios infrutíferos para perder peso antes da cirurgia bariátrica

Autores

  • Blessing Itzel Palacios-Meneses Universidad Nacional Autónoma de México, Facultad de Estudios Superiores Iztacala, Estado de México, México.
  • Sarah Bak-Geller Corona Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Antropológicas, Ciudad de México, México.
  • Araceli Jiménez-Mendoza Universidad Nacional Autónoma de México, Facultad de Enfermería y Obstetricia, Ciudad de México, México.
  • Carlos Enrique Yepes Delgado Universidad de Antioquia, Facultad de Medicina, Medellín, Colombia.Hospital Pablo Tobón Uribe, Medellín, Colombia.
  • Antonio González Chavez Hospital General de México, Ciudad de México, México.
  • Laura Olivia Pech Rueda Hospital General de México, Ciudad de México, México.
  • Sandra Hernández-Corral Universidad Nacional Autónoma de México, Facultad de Enfermería y Obstetricia, Ciudad de México, México.Instituto Nacional de Rehabilitación Luis Guillermo Ibarra Ibarra, Ciudad de México, México.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2026-0209en

Palavras-chave:

Obesidade, Cirurgia Bariátrica, Trajetória de vida, Preconceito em relação ao peso, Pesquisa qualitativa

Resumo

Objetivo: Analisar a trajetória de mulheres que vivem com obesidade desde a infância e decidem se submeter à cirurgia bariátrica. Método: Estudo qualitativo descritivo-exploratório. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e fotobiografias com 21 mulheres que passaram por cirurgia bariátrica, utilizando-se técnicas de análise da teoria fundamentada. Obteve-se a aprovação dos comitês de ética e pesquisa. Resultados: As participantes apresentavam obesidade desde a infância e mantiveram um aumento constante de peso, atingindo seu pico durante a gravidez, a perda de um ente querido ou o isolamento devido à COVID-19. Elas compartilharam experiências de violência, discriminação e estigma; utilizaram a comida e o isolamento como alívio e proteção. Empregaram múltiplas estratégias para perder peso, mas o ganho de peso subsequente sempre foi maior. As limitações para realizar atividades da vida cotidiana as levaram a procurar um médico, que lhes apresentou a cirurgia bariátrica como uma oportunidade para recuperar a saúde. Conclusão: A trajetória de quem vive com obesidade desde a infância ocorre em um contexto de violência; o isolamento, a alimentação emocional e as crises situacionais exacerbam o ganho de peso, afetando sua saúde, o que as leva à cirurgia bariátrica.

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Referências

Publicado

2026-09-25

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Palacios-Meneses, B. I., Corona, S. B.-G., Jiménez-Mendoza, A., Delgado, C. E. Y., Chavez, A. G., Rueda, L. O. P., & Hernández-Corral, S. (2026). Viver a obesidade: trajetória e sacrifícios infrutíferos para perder peso antes da cirurgia bariátrica. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20260209. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2026-0209en