Fogo cruzado: custo afetivo do trabalho de Policiais Militares

Autores

  • Karla Gualberto Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Rejane de Fátima Parada Viegas UNIGAMA – Centro Universitário Gama e Souza, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Sheila Nascimento Pereira de Farias Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Departamento de Enfermagem e Saúde Pública, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Elisabete Pimenta Araújo Paz Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Departamento de Enfermagem e Saúde Pública, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Katerine Moraes dos Santos Universidade Federal Fluminense, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Niterói, RJ, Brasil.
  • Regina Célia Gollner Zeitoune Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Departamento de Enfermagem e Saúde Pública, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0171pt

Palavras-chave:

Saúde ocupacional, Polícia, Enfermagem, Angústia Psicológica

Resumo

Objetivo: Analisar o custo afetivo do trabalho em policiais militares da região metropolitana do Rio de Janeiro. Método: Estudo transversal, realizado com 446 policiais militares, de ambos os sexos, de 5 batalhões da polícia militar do Rio de Janeiro. Utilizou-se um questionário sociodemográfico, laboral e de condições de saúde e a Escala de Avaliação do Custo Humano no Trabalho. Os dados foram organizados, processados e analisados com o auxílio do Programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 13.1. Resultados: O custo afetivo do trabalho foi considerado de grave a crítico entre os policiais militares, sendo observada associação estatisticamente significativa entre a avaliação do custo afetivo grave e licença médica em virtude de transtorno bipolar (p = 0,035), alterações cognitivas de percepção (p = 0,009), atenção (p = 0,053) e memória (p = 0,015), idade (p < 0,001), tempo de trabalho (p < 0,001) e sono (p < 0,034). Conclusão: É essencial promover um ambiente saudável, conscientizar sobre a importância da saúde mental e buscar ajuda profissional quando necessário. Garantir a saúde mental dos policiais é fundamental para sua felicidade e qualidade de vida, e bom desempenho da sua função, com consequências positivas para a sociedade, corroborando a necessidade urgente de intervenções e suportes contínuos nesta área.

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Referências

Publicado

2026-01-26

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Silva, K. G., Viegas, R. de F. P., Farias, S. N. P. de, Paz, E. P. A., Santos, K. M. dos, & Zeitoune, R. C. G. (2026). Fogo cruzado: custo afetivo do trabalho de Policiais Militares. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250171. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0171pt