Comportamento temporal da mortalidade proporcional dos óbitos fetais segundo causa básica, 2011–2020
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0288ptPalavras-chave:
Morte Fetal, Epidemiologia, Fatores de Risco, Sistemas de Informação em SaúdeResumo
Objetivo: Investigar o comportamento temporal da mortalidade proporcional dos óbitos fetais precoces, intermediários e tardios entre 2011-2020, segundo causa básica. Métodos: Estudo de base populacional realizado com dados secundários de óbitos fetais registrados no Sistema de Informações de Mortalidade referentes ao período entre 2011–2020. Resultados: As maiores médias anuais da mortalidade proporcional segundo causa básica dos óbitos fetais precoces, intermediários ou tardios foram, respectivamente: feto e recém-nascido afetado por fatores maternos e complicações da gravidez, trabalho de parto e parto (41,3%, 44,4% e 44,0%); hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer (22,3%, 21,6% e 22,8%) e outras afecções originadas no período perinatal (28,0%, 23,4% e 24,4%). Hipóxia e asfixia apresentaram tendência de diminuição para todos os tipos de óbito. O grupo Feto e recém-nascido afetado por fatores maternos e por complicações da gravidez, trabalho de parto e parto, apresentou tendência de aumento. Conclusão: As principais causas básicas de óbitos são caracterizadas como evitáveis pela adequada atenção ao pré-natal, parto e recém-nascido, o que evidencia a necessidade de qualificar o cuidado perinatal, visando diminuir e/ou evitar sua ocorrência.
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