“Um caminho traumático para a profissão” violência obstétrica na perspectiva de estudantes de enfermagem: um estudo qualitativo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0075enPalavras-chave:
Violência Obstétrica, Estudantes de Enfermagem, Pesquisa Qualitativa, Trabalho de PartoResumo
Objetivo: Explorar as experiências e percepções de estudantes de enfermagem sobre a violência obstétrica. Métodos: Abordagem qualitativa exploratória. Quatorze estudantes de enfermagem que concluíram o curso de enfermagem em obstetrícia e ginecologia e o estágio clínico foram selecionadas por amostragem intencional. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas em profundidade. Resultados: A análise temática revelou dois níveis conceituais. Os temas de nível micro incluíram: Falta de Informação e Consentimento, Assédio Verbal, Perda de Valor Profissional (com os subtemas Barreira à Educação e Modelagem Negativa) e Falta de Comunicação Eficaz (com os subtemas Barreiras Linguísticas e Uso de Linguagem Vulgar). O tema de nível macro Busca por Soluções compreendeu os subtemas Conscientização e Empatia. Os estudantes enfatizaram os desafios emocionais e éticos que enfrentaram ao presenciar cuidados maternos desrespeitosos, que frequentemente entravam em conflito com sua formação acadêmica. Conclusões: Presenciar violência obstétrica teve um profundo impacto psicológico e educacional nos estudantes de enfermagem, que é frequentemente vivenciado como traumático. Os resultados destacam a necessidade de abordar a violência obstétrica na formação em enfermagem para fortalecer a conscientização, a empatia e o compromisso com o cuidado materno respeitoso e centrado na mulher.
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