Prevalência e fatores associados à automedicação entre escolares na Região Metropolitana de Vitória, Brasil

Autores

  • Franciéle Marabotti Costa Leite Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Vitória, ES, Brasil.
  • Kamila Rocha Mairink Universidade Federal do Espírito Santo, Departamento de Enfermagem, Vitória, ES, Brasil.
  • Fernanda Garcia Gabira Miguez Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Vitória, ES, Brasil.
  • Carlos Augusto Lopes Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Ciências Sociais, Vitória, ES, Brasil.
  • Franciele Foschiera Camboin Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, PR, Brasil.
  • Nathalia Miguel Teixeira Santana Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Vitória, ES, Brasil.
  • Nathalia Borba Raposo Pereira Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Vitória, ES, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0395pt

Palavras-chave:

Adolescentes, Saúde do Adolescente, Automedicação, Medicamentos sem Prescrição

Resumo

Objetivo: Analisar a prevalência e os fatores associados à automedicação alguma vez na vida e seu uso atual entre escolares do ensino médio da Região Metropolitana da Grande Vitória, Espírito Santo. Método: Estudo transversal, de base escolar, realizado entre março e dezembro de 2023, com 4.416 escolares. A experimentação e o uso atual de medicamentos sem prescrição médica foram o desfecho. As variáveis independentes categóricas foram sexo, faixa etária, identidade de gênero, raça/cor da pele, classificação socioeconômica, tipo de escola, possuir algum trabalho, emprego ou negócio atualmente, religião e situação conjugal dos pais. Os dados foram avaliados por teste qui-quadrado de Pearson e Regressão de Poisson. Resultados: A prevalência da automedicação alguma vez na vida entre os escolares foi de 22,7% (IC95%: 21,5–23,9), sendo mais prevalente no sexo feminino (28,5%; IC95%: 26,8–30,3). Há maior prevalência da automedicação alguma vez na vida e automedicação atual entre estudantes do sexo feminino, LGBT+, de classe socioeconômica elevada e com vínculo de trabalho. Conclusão: Os achados reforçam a complexibilidade da automedicação entre os adolescentes, que envolve não apenas questões de acesso e disponibilidade de medicamentos, mas também aspectos psicossociais e culturais.

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Referências

Publicado

2026-03-16

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Leite, F. M. C., Mairink, K. R., Miguez, F. G. G., Lopes, C. A., Camboin, F. F., Santana, N. M. T., & Pereira, N. B. R. (2026). Prevalência e fatores associados à automedicação entre escolares na Região Metropolitana de Vitória, Brasil. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250395. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0395pt