Fatores associados à interrupção da terapia antirretroviral em pessoas vivendo com HIV hospitalizadas: coorte retrospectiva
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
HIV, Terapia Antirretroviral de Alta Atividade, Hospitalização, Adesão à Medicação, Fatores de RiscoResumo
Objetivo: Identificar os fatores associados à interrupção da terapia antirretroviral (TARV) em pessoas vivendo com HIV internadas em um hospital de médio porte do Rio Grande do Sul. Método: Estudo de coorte retrospectiva e documental com 208 participantes, utilizando dados de prontuários eletrônicos de 2022 a 2024. O desfecho foi a interrupção da TARV, analisada por características sociodemográficas, clínicas e histórico terapêutico. Aplicaram-se testes Qui-quadrado, Exato de Fisher e regressão de Poisson com variância robusta (p < 0,05). Resultados: A prevalência de interrupção foi de 39,4% (IC95%: 33,0–45,8). O maior risco de interrupção foi observado entre homens (RP = 1,58; IC95%: 1,22–2,04), usuários de álcool (RP = 1,46; IC95%: 1,10–1,94), usuários de outras drogas (RP = 1,98; IC95%: 1,45–2,72), pessoas em situação de rua (RP = 1,38; IC95%: 1,08–1,76), com tempo de deslocamento superior a 31 minutos até a unidade (RP = 1,67; IC95%: 1,29–2,16) e com histórico prévio de interrupção (RP = 1,52; IC95%: 1,16–1,99). Conclusão: A interrupção da TARV relaciona-se a vulnerabilidades sociais e comportamentais, demandando ações intersetoriais e práticas de enfermagem voltadas à continuidade do cuidado e ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento ao HIV.
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