Fatores associados à interrupção da terapia antirretroviral em pessoas vivendo com HIV hospitalizadas: coorte retrospectiva

Autores

  • Jarbas da Silva Ziani Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências da Saúde, Santa Maria, RS, Brasil.
  • Laís Mara Caetano da Silva Corcini Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências da Saúde, Santa Maria, RS, Brasil.
  • Jenifer Härter Universidade Federal do Pampa, Departamento de Enfermagem, Uruguaiana, RS, Brasil.
  • Caren Fabiana Alves Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências da Saúde, Santa Maria, RS, Brasil.
  • Stela Maris de Mello Padoin Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências da Saúde, Santa Maria, RS, Brasil.
  • Cláudia Zamberlan Universidade Franciscana, Departamento de Enfermagem, Santa Maria, RS, Brasil.
  • Gabriela Pozzobon Zamberlan da Silva Universidade Franciscana, Departamento de Medicina, Santa Maria, RS, Brasil.
  • Francielle Liz Monteiro Universidade Franciscana, Departamento de Biomedicina, Santa Maria, RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palavras-chave:

HIV, Terapia Antirretroviral de Alta Atividade, Hospitalização, Adesão à Medicação, Fatores de Risco

Resumo

Objetivo: Identificar os fatores associados à interrupção da terapia antirretroviral (TARV) em pessoas vivendo com HIV internadas em um hospital de médio porte do Rio Grande do Sul. Método: Estudo de coorte retrospectiva e documental com 208 participantes, utilizando dados de prontuários eletrônicos de 2022 a 2024. O desfecho foi a interrupção da TARV, analisada por características sociodemográficas, clínicas e histórico terapêutico. Aplicaram-se testes Qui-quadrado, Exato de Fisher e regressão de Poisson com variância robusta (p < 0,05). Resultados: A prevalência de interrupção foi de 39,4% (IC95%: 33,0–45,8). O maior risco de interrupção foi observado entre homens (RP = 1,58; IC95%: 1,22–2,04), usuários de álcool (RP = 1,46; IC95%: 1,10–1,94), usuários de outras drogas (RP = 1,98; IC95%: 1,45–2,72), pessoas em situação de rua (RP = 1,38; IC95%: 1,08–1,76), com tempo de deslocamento superior a 31 minutos até a unidade (RP = 1,67; IC95%: 1,29–2,16) e com histórico prévio de interrupção (RP = 1,52; IC95%: 1,16–1,99). Conclusão: A interrupção da TARV relaciona-se a vulnerabilidades sociais e comportamentais, demandando ações intersetoriais e práticas de enfermagem voltadas à continuidade do cuidado e ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento ao HIV.

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Referências

Publicado

2026-05-22

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Ziani, J. da S., Corcini, L. M. C. da S., Härter, J., Alves, C. F., Padoin, S. M. de M., Zamberlan, C., Silva, G. P. Z. da, & Monteiro, F. L. (2026). Fatores associados à interrupção da terapia antirretroviral em pessoas vivendo com HIV hospitalizadas: coorte retrospectiva. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250359. https://doi.org/10.1590/