Acesso aos serviços de saúde pública por pessoas transgêneras: experiências na capital do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0273ptPalavras-chave:
Pessoas Transgênero, Acesso aos Serviços de Saúde, Equidade no Acesso aos Serviços de Saúde, Barreiras ao Acesso aos Cuidados de Saúde, Sistema Único de SaúdeResumo
Objetivo: Analisar as experiências de acesso aos serviços públicos de saúde por pessoas transgêneras na capital do Brasil. Método: Estudo qualitativo, que envolveu 19 pessoas transgêneras vinculadas a três serviços de saúde de Brasília. Os dados coletados por meio de entrevistas em profundidade foram analisados lexicalmente através da Classificação Hierárquica Descendente, com auxílio do software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et Questionnaires. Resultados: Emergiram cinco classes temáticas, organizadas em três eixos: “Vivências e disputas por reconhecimento nos espaços públicos e institucionais”; “Barreiras estruturais e itinerários para o acesso à saúde”; e “Cuidado em saúde mental e experiências exitosas no acolhimento”. Conclusão: O acesso à saúde por pessoas transgêneras está marcado por barreiras estruturais, atitudinais e simbólicas, que reforçam o processo de desigualdade e exclusão no cuidado. As experiências positivas identificadas sinalizam caminhos para fortalecer práticas inclusivas, reafirmando a saúde como um direito assegurado pela legislação brasileira.
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