Acesso aos serviços de saúde pública por pessoas transgêneras: experiências na capital do Brasil

Autores

  • Ester Mascarenhas Oliveira Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Brasília, DF, Brasil.
  • Carle Porcino Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.
  • Cleuma Sueli Santos Suto Universidade do Estado da Bahia, Campus VII, Senhor do Bomfim, BA, Brasil.
  • Hellen Torres Coelho Centro Universitário de Brasília, Brasília, DF, Brasil.
  • Paula Bastos Antunes Universidade Federal de Minas Gerais, Residência em Obstetrícia, Belo Horizonte, MG, Brasil.
  • Dejeane de Oliveira Silva Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, BA, Brasil.
  • Paulo Alberto Moura Marques Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.
  • Luciana Neves da Silva Bampi Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Brasília, DF, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0273pt

Palavras-chave:

Pessoas Transgênero, Acesso aos Serviços de Saúde, Equidade no Acesso aos Serviços de Saúde, Barreiras ao Acesso aos Cuidados de Saúde, Sistema Único de Saúde

Resumo

Objetivo: Analisar as experiências de acesso aos serviços públicos de saúde por pessoas transgêneras na capital do Brasil. Método: Estudo qualitativo, que envolveu 19 pessoas transgêneras vinculadas a três serviços de saúde de Brasília. Os dados coletados por meio de entrevistas em profundidade foram analisados lexicalmente através da Classificação Hierárquica Descendente, com auxílio do software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et Questionnaires. Resultados: Emergiram cinco classes temáticas, organizadas em três eixos: “Vivências e disputas por reconhecimento nos espaços públicos e institucionais”; “Barreiras estruturais e itinerários para o acesso à saúde”; e “Cuidado em saúde mental e experiências exitosas no acolhimento”. Conclusão: O acesso à saúde por pessoas transgêneras está marcado por barreiras estruturais, atitudinais e simbólicas, que reforçam o processo de desigualdade e exclusão no cuidado. As experiências positivas identificadas sinalizam caminhos para fortalecer práticas inclusivas, reafirmando a saúde como um direito assegurado pela legislação brasileira.

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Referências

Publicado

2026-05-22

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Oliveira, E. M., Porcino, C., Suto, C. S. S., Coelho, H. T., Antunes, P. B., Silva, D. de O., Marques, P. A. M., & Bampi, L. N. da S. (2026). Acesso aos serviços de saúde pública por pessoas transgêneras: experiências na capital do Brasil. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250273. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0273pt