Compreender como a interculturalidade é ensinada e aprendida por alunos, professores e autoridades acadêmicas por meio da fenomenografia
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0428enPalavras-chave:
Competência Cultural, Aprendizagem, Pessoal de SaúdeResumo
Objetivo: Compreender como a interculturalidade é ensinada e aprendida na área da saúde, a partir das perspectivas de estudantes, professores e autoridades acadêmicas envolvidas em programas relacionados à saúde em uma faculdade de medicina. Método: Esta pesquisa emprega métodos qualitativos fenomenográficos, incluindo entrevistas semiestruturadas com 27 agentes-chave, entre estudantes, docentes e autoridades acadêmicas e de programas. O processo de análise de dados envolveu as sete etapas da análise fenomenográfica. Resultados: Foram identificadas duas abordagens: (A) Abordagem teórico-experiencial: autoridades acadêmicas e professores destacam a importância de combinar a teoria com estratégias experienciais, como workshops, simulações e aprendizagem colaborativa internacional; (B) Experiência direta com a prática clínica: a imersão em contextos reais é enfatizada com base em estágios clínicos, modelagem por tutores e participação em clínicas para migrantes. Os alunos destacam o valor do voluntariado e do intercâmbio acadêmico. Conclusão: A formação de profissionais de saúde em interculturalidade exige a combinação de teoria, prática, atividades vivenciais e avaliação, apoiada por estratégias que promovam conhecimento, atitudes e habilidades para uma assistência à saúde inclusiva e culturalmente competente em contextos cada vez mais diversos.
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