Sífilis gestacional e acompanhamento pré-natal: um estudo frente às vulnerabilidades individuais, sociais e programáticas

Autores

  • Adriana de Oliveira Sarefino Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Ana Beatriz Azevedo Queiroz Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Karla Gualberto Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Norma Valéria Dantas de Oliveira Souza Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Natalia Moreira Leitão Titara Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Ana Luiza de Oliveira Carvalho Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Juliana da Fonsêca Bezerra Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Ana Kedma Correa Pinheiro Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Aline Furtado da Rosa Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0270pt

Palavras-chave:

Sífilis, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Vulnerabilidade em Saúde, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Objetivo: Analisar a percepção de mulheres diagnosticadas com sífilis gestacional sobre o acompanhamento pré-natal na Estratégia Saúde da Família e discutir as vulnerabilidades individual, social e programática relacionadas a esse contexto. Método: Pesquisa qualitativa e descritiva, realizada com 20 mulheres com diagnóstico de sífilis gestacional, notificadas em duas Clínicas da Família localizadas no bairro Santa Cruz, Rio de Janeiro/Brasil. Como coleta de dados foi realizada entrevista semiestruturada individual nas residências das participantes e tratamento dos dados por meio do software IRAMUTEQ. Resultados: As participantes eram majoritariamente pardas ou pretas, com baixa escolaridade, desemprego e baixa renda, indicando vulnerabilidade social. O diagnóstico de sífilis ocorreu principalmente durante a gestação, sendo alguns casos identificados apenas no parto ou pós-parto. Os resultados apontaram vulnerabilidades individuais, sociais e programáticas, relacionadas à falta de conhecimento, barreiras de acesso e falhas no pré-natal. Conclusão: A sífilis gestacional está associada a fatores sociais e estruturais que exigem ações integradas de educação em saúde, fortalecimento do pré-natal e ampliação do envolvimento das parcerias no tratamento.

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Referências

Publicado

2026-05-29

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Sarefino, A. de O., Queiroz, A. B. A., Silva, K. G., Souza, N. V. D. de O., Titara, N. M. L., Carvalho, A. L. de O., Bezerra, J. da F., Pinheiro, A. K. C., & Rosa, A. F. da. (2026). Sífilis gestacional e acompanhamento pré-natal: um estudo frente às vulnerabilidades individuais, sociais e programáticas. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250270. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0270pt