Sífilis gestacional e acompanhamento pré-natal: um estudo frente às vulnerabilidades individuais, sociais e programáticas
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https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0270ptPalavras-chave:
Sífilis, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Vulnerabilidade em Saúde, Atenção Primária à SaúdeResumo
Objetivo: Analisar a percepção de mulheres diagnosticadas com sífilis gestacional sobre o acompanhamento pré-natal na Estratégia Saúde da Família e discutir as vulnerabilidades individual, social e programática relacionadas a esse contexto. Método: Pesquisa qualitativa e descritiva, realizada com 20 mulheres com diagnóstico de sífilis gestacional, notificadas em duas Clínicas da Família localizadas no bairro Santa Cruz, Rio de Janeiro/Brasil. Como coleta de dados foi realizada entrevista semiestruturada individual nas residências das participantes e tratamento dos dados por meio do software IRAMUTEQ. Resultados: As participantes eram majoritariamente pardas ou pretas, com baixa escolaridade, desemprego e baixa renda, indicando vulnerabilidade social. O diagnóstico de sífilis ocorreu principalmente durante a gestação, sendo alguns casos identificados apenas no parto ou pós-parto. Os resultados apontaram vulnerabilidades individuais, sociais e programáticas, relacionadas à falta de conhecimento, barreiras de acesso e falhas no pré-natal. Conclusão: A sífilis gestacional está associada a fatores sociais e estruturais que exigem ações integradas de educação em saúde, fortalecimento do pré-natal e ampliação do envolvimento das parcerias no tratamento.
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