Fatores associados ao medo do parto em gestantes em um Hospital Universitário do Sul do Brasil

Autores

  • Sarah Cristina Zanghellini Rückl Universidade Federal do Paraná, Departamento de Psiquiatria, Curitiba, PR, Brazil.
  • Priscilla Scucato Minioli Universidade Federal do Paraná, Departamento de Tocoginecologia, Curitiba, PR, Brazil.
  • Marina Accioly de Castro Universidade Federal do Paraná, Departamento de Tocoginecologia, Curitiba, PR, Brazil.
  • Raíssa Almeida Ramos Universidade Federal do Paraná, Complexo do Hospital de Clínicas, Curitiba, PR, Brazil.
  • Ana Paula Maia Dal Moro Universidade Federal do Paraná, Departamento de Tocoginecologia, Curitiba, PR, Brazil.
  • Beatriz Corrêa Crispim Universidade Federal do Paraná, Departamento de Tocoginecologia, Curitiba, PR, Brazil.
  • Luiz Felipe Minioli Krul Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná Curitiba, PR, Brazil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0336en

Palavras-chave:

Parto, Ansiedade, Gestantes, Cuidado Pré-Natal, Estudos Transversais

Resumo

Objetivo: Identificar os principais medos relacionados ao parto em gestantes em um Hospital Universitário do Sul do Brasil, de 2021 a 2023, de acordo com as motivações para o medo. Método: Foi realizado um estudo transversal com gestantes entre 28 e 37 semanas de gestação, que responderam a dois questionários autoaplicáveis: o Wijma Delivery Expectancy Questionnaire (Versão A) e um instrumento desenvolvido pelos pesquisadores sobre medos específicos relacionados ao parto. Com base nas pontuações, os participantes foram classificados em quatro níveis de medo (baixo a muito alto). Foram aplicadas estatísticas descritivas e as diferenças na distribuição de medos específicos relacionados ao parto, de acordo com os níveis de medo, foram analisadas utilizando os testes qui-quadrado ou exato de Fisher (p ≤ 0,05). Resultados: A amostra incluiu 334 participantes. O medo moderado foi o mais prevalente (44,9%), seguido pela tocofobia em 4,8% dos casos. Níveis elevados de medo estiveram significativamente associados ao medo de pânico, perda de controle, desconhecimento da duração do trabalho de parto e dor intensa (p < 0,001). Conclusão: Esses achados demonstram que a imprevisibilidade do parto e a percepção de falta de controle sobre a situação são fatores-chave que intensificam o medo do parto, enfatizando que a incorporação de apoio psicológico e um programa estruturado de educação em saúde no pré-natal pode ajudar a reduzir o medo e melhorar os resultados maternos e neonatais.

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Referências

Publicado

2026-06-12

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Rückl, S. C. Z., Minioli, P. S., Castro, M. A. de, Ramos, R. A., Moro, A. P. M. D., Crispim, B. C., & Krul, L. F. M. (2026). Fatores associados ao medo do parto em gestantes em um Hospital Universitário do Sul do Brasil. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250336. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0336en