Letramento em saúde e seus determinantes sociodemográficos e de saúde

Autores

  • Adriane Cristina Bernat Kolankiewicz Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Atenção Integral à Saúde, Ijuí, RS, Brasil.
  • Cristiane Ribas Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Atenção Integral à Saúde, Ijuí, RS, Brasil.
  • Christiane de Fátima Colet Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Atenção Integral à Saúde, Ijuí, RS, Brasil.
  • Edgar Noé Morelos-Garcia Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Atenção Integral à Saúde, Ijuí, RS, Brasil. - Universidade Autônoma de Tamaulipas, Tamaulipas, Mexico.
  • Olga Maria Martins de Sousa Valentim Universidade de Lisboa, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa, Lisboa, Portugal. - Universidade do Porto, Escola Superior de Enfermagem, RISE-Health, Porto, Portugal.
  • Márcio Strassburger Junior Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Curso de Fisioterapia, Ijuí, RS, Brasil.
  • Fernanda Dal Maso Camera Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Atenção Integral à Saúde, Erechim, RS, Brasil.
  • Carolina Rodrigues Rusch Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Curso de Enfermagem, Ijuí, RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0441pt

Palavras-chave:

Serviços Médicos de Emergência, Literacia para a Saúde, Comportamentos Relacionados com a Saúde, Características da População

Resumo

Objetivo: Avaliar o letramento em saúde e suas associações sociodemográficas e clínicas entre usuários de unidade de pronto atendimento. Método: Estudo transversal realizado em unidade de pronto atendimento 24h no sul do Brasil, com amostra de 550 usuários (≥18 anos). Aplicaram-se questionário sociodemográfico e clínico e as escalas 1 a 5 do Health Literacy Questionnaire. Realizaram-se análises descritivas e inferenciais (teste t de Student e ANOVA; p ≤ 0,05). Resultados: As maiores médias ocorreram em “suporte social” (2,95 ± 0,60) e “avaliação das informações” (2,71 ± 0,44), e as menores em “informações suficientes” (2,64 ± 0,49) e “compreensão profissional” (2,69 ± 0,58). Escores mais elevados associaram-se ao sexo feminino (p = 0,021), idade >40 anos (p ≤ 0,044), viver em união (p = 0,045; p = 0,010), coabitação (p = 0,008), maior renda (p = 0,006; p = 0,007) e maior escolaridade própria e parental (p ≤ 0,038). Hábito de leitura associou-se a todas as dimensões (p ≤ 0,005). Problema de saúde (p ≤ 0,023), adesão ao tratamento (p < 0,05), procura recente de serviço (p ≤ 0,037) e busca de informações com profissionais (p = 0,001) também influenciaram os escores. Conclusão: O letramento em saúde variou significativamente segundo características sociodemográficas e clínicas entre usuários.

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Referências

Publicado

2026-06-12

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Kolankiewicz, A. C. B., Ribas, C., Colet, C. de F., Morelos-Garcia, E. N., Valentim, O. M. M. de S., Strassburger Junior, M., Camera, F. D. M., & Rusch, C. R. (2026). Letramento em saúde e seus determinantes sociodemográficos e de saúde. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250441. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0441pt