Letramento em saúde e seus determinantes sociodemográficos e de saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0441ptPalavras-chave:
Serviços Médicos de Emergência, Literacia para a Saúde, Comportamentos Relacionados com a Saúde, Características da PopulaçãoResumo
Objetivo: Avaliar o letramento em saúde e suas associações sociodemográficas e clínicas entre usuários de unidade de pronto atendimento. Método: Estudo transversal realizado em unidade de pronto atendimento 24h no sul do Brasil, com amostra de 550 usuários (≥18 anos). Aplicaram-se questionário sociodemográfico e clínico e as escalas 1 a 5 do Health Literacy Questionnaire. Realizaram-se análises descritivas e inferenciais (teste t de Student e ANOVA; p ≤ 0,05). Resultados: As maiores médias ocorreram em “suporte social” (2,95 ± 0,60) e “avaliação das informações” (2,71 ± 0,44), e as menores em “informações suficientes” (2,64 ± 0,49) e “compreensão profissional” (2,69 ± 0,58). Escores mais elevados associaram-se ao sexo feminino (p = 0,021), idade >40 anos (p ≤ 0,044), viver em união (p = 0,045; p = 0,010), coabitação (p = 0,008), maior renda (p = 0,006; p = 0,007) e maior escolaridade própria e parental (p ≤ 0,038). Hábito de leitura associou-se a todas as dimensões (p ≤ 0,005). Problema de saúde (p ≤ 0,023), adesão ao tratamento (p < 0,05), procura recente de serviço (p ≤ 0,037) e busca de informações com profissionais (p = 0,001) também influenciaram os escores. Conclusão: O letramento em saúde variou significativamente segundo características sociodemográficas e clínicas entre usuários.
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