Conhecimento, atitudes e práticas sobre a automedicação em estudantes universitários da geração Z
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0573ptPalavras-chave:
Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Automedicação, Estudantes, UniversidadesResumo
Objetivo: Avaliar o conhecimento, atitudes e práticas de automedicação e fatores associados a este comportamento entre estudantes da área da saúde. Método: Estudo transversal conduzido em uma universidade pública de Minas Gerais com 237 estudantes. A coleta de dados ocorreu via formulário estruturado para obtenção de variáveis sociodemográficas e sobre conhecimento, atitudes e práticas da automedicação. Realizou-se análise descritiva e modelo de regressão. Resultados: A maioria (84,8%) referiu praticar a automedicação e demonstrou alta favorabilidade para o comportamento; 57,7% demonstraram conhecimento adequado. Estudantes dos anos iniciais apresentaram maiores chances de conhecimento inadequado. Atitudes favoráveis associaram-se significativamente à faixa etária de 18 a 20 anos e a baixa renda. A maior prática de automedicação vinculou-se estatisticamente a jovens e autodeclarados pretos. Conclusão: A elevada ocorrência da automedicação e a falsa percepção de autonomia técnica evidenciam a medicalização da vida como resposta às pressões acadêmicas. Os resultados demonstraram vulnerabilidades associadas às desigualdades estruturais e reforçam a necessidade de intervenções institucionais voltadas à segurança medicamentosa.
Downloads
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Danilo Donizetti Trevisan, Hemelly Nogueira Guimarães Silveira, Silvia Regina Secoli, Aline Carrilho Menezes, Mailson Marques de Sousa, Stéfanie de Souza Rocha Ferreira, Flávia de Oliveira, Silmara Nunes Andrade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.