Conhecimento, atitudes e práticas sobre a automedicação em estudantes universitários da geração Z

Autores

  • Danilo Donizetti Trevisan Universidade Federal de São João del Rei, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Divinópolis, MG, Brasil.
  • Hemelly Nogueira Guimarães Silveira Universidade Federal de São João del Rei, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Divinópolis, MG, Brasil.
  • Silvia Regina Secoli Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem na Saúde do Adulto, São Paulo, SP, Brasil.
  • Aline Carrilho Menezes Universidade Federal de São João del Rei, Departamento de Enfermagem, Divinópolis, MG, Brasil.
  • Mailson Marques de Sousa Universidade Federal da Paraíba, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, João Pessoa, PB, Brasil.
  • Stéfanie de Souza Rocha Ferreira Universidade Federal de São João del Rei, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Divinópolis, MG, Brasil.
  • Flávia de Oliveira Universidade Federal de São João del Rei, Departamento de Enfermagem, Divinópolis, MG, Brasil.
  • Silmara Nunes Andrade Universidade Federal de São João del Rei, Departamento de Enfermagem, Divinópolis, MG, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0573pt

Palavras-chave:

Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Automedicação, Estudantes, Universidades

Resumo

Objetivo: Avaliar o conhecimento, atitudes e práticas de automedicação e fatores associados a este comportamento entre estudantes da área da saúde. Método: Estudo transversal conduzido em uma universidade pública de Minas Gerais com 237 estudantes. A coleta de dados ocorreu via formulário estruturado para obtenção de variáveis sociodemográficas e sobre conhecimento, atitudes e práticas da automedicação. Realizou-se análise descritiva e modelo de regressão. Resultados: A maioria (84,8%) referiu praticar a automedicação e demonstrou alta favorabilidade para o comportamento; 57,7% demonstraram conhecimento adequado. Estudantes dos anos iniciais apresentaram maiores chances de conhecimento inadequado. Atitudes favoráveis associaram-se significativamente à faixa etária de 18 a 20 anos e a baixa renda. A maior prática de automedicação vinculou-se estatisticamente a jovens e autodeclarados pretos. Conclusão: A elevada ocorrência da automedicação e a falsa percepção de autonomia técnica evidenciam a medicalização da vida como resposta às pressões acadêmicas. Os resultados demonstraram vulnerabilidades associadas às desigualdades estruturais e reforçam a necessidade de intervenções institucionais voltadas à segurança medicamentosa.

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Referências

Publicado

2026-06-22

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Trevisan, D. D., Silveira, H. N. G., Secoli, S. R., Menezes, A. C., Sousa, M. M. de, Ferreira, S. de S. R., Oliveira, F. de, & Andrade, S. N. (2026). Conhecimento, atitudes e práticas sobre a automedicação em estudantes universitários da geração Z. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250573. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0573pt