Experiência de mulheres jovens com sífilis gestacional sob a ótica conceitual da esperança
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0118ptPalavras-chave:
Sífilis, Atenção à Saúde, Esperança, Cuidado Pré-Natal, Relações Profissional-PacienteResumo
Objetivo: Compreender a esperança da mulher jovem diagnosticada com sífilis gestacional no contexto da atenção pré-natal. Método: Pesquisa qualitativa, embasada na análise temática, sob a ótica conceitual da esperança. Foi desenvolvida no estado de São Paulo com mulheres jovens diagnosticadas com sífilis gestacional no pré-natal por meio de entrevistas semiestruturadas e áudio gravadas realizadas entre julho de 2023 e abril de 2024. Resultados: Participaram do estudo 16 mulheres jovens, todas autodeclaradas pretas ou pardas, das quais quatro eram primíparas e a maioria tinha até nove anos de estudo. A vivência da esperança está retratada nas seguintes unidades temáticas: “Ameaças à esperança”, com os subtemas “Estigma e sofrimentos” e “Suporte informacional e social restritos”; e “Promotores da esperança”, com os subtemas “Proteção da criança” e “Preservação de si”. Conclusão: As mulheres enfrentaram, na atenção pré-natal, a dialética de contextos ameaçadores e promotores da esperança. Nesse sentido, destacaram-se, respectivamente, o suporte profissional lacunar às necessidades emocionais e informacionais e a clareza do objeto desejado (não contaminação da sua criança) associada à reflexão internalizada sobre o exercício de seu papel materno.
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