Associação entre condições neonatais e indicadores antropométricos em crianças que frequentam creches no Sul do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0598enPalavras-chave:
Nutrição da Criança, Crescimento e Desenvolvimento, Segurança Alimentar, AntropometriaResumo
Objetivo Investigar a associação entre condições neonatais e indicadores antropométricos, bem como descrever a insegurança alimentar entre crianças frequentadoras de creches. Métodos Estudo transversal com 139 crianças matriculadas em Centros de Educação Infantil no sul de Minas Gerais, Brasil. Foram coletados dados sobre condições neonatais, características socioeconômicas, insegurança alimentar e estado nutricional. Os índices estatura para idade (E/I) e índice de massa corporal para idade (IMC/I) foram classificados de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde. Utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta para estimar razões de prevalência (RP). Resultados A prevalência de excesso de peso foi de 34,4%, e baixa estatura foi observada em 22,6% das crianças. O IMC/I esteve associado ao peso ao nascer (RP = 1,0016; IC95%: 1,0004–1,0028), insegurança alimentar, nível socioeconômico e gestação de alto risco. Níveis mais elevados de insegurança alimentar apresentaram maiores razões de prevalência para IMC/I, enquanto classes socioeconômicas mais baixas mostraram associação inversa. Não foram observadas associações para E/I. Conclusão O IMC/I esteve associado a fatores perinatais e socioeconômicos, destacando determinantes precoces do excesso de peso e a influência da insegurança alimentar, reforçando a necessidade de intervenções precoces.
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