Processo relacional e simbólico: decisão sobre o local de morte no contexto do câncer avançado

Autores

  • Patrícia Chatalov Ferreira Universidade Estadual de Maringá, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Maringá, PR, Brasil.
  • Marcelle Miranda da Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Mayckel da Silva Barreto Universidade Estadual de Maringá, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Maringá, PR, Brasil.
  • Esperanza Begoña Garcia-Navarro Universidade de Huelva, Departamento de Enfermagem, Huelva, España.
  • Cristina Garcia-Vivar Universidad Pública de Navarra, Departamento de Enfermagem, Pamplona, Navarra, España.
  • Eleandro do Prado Universidade Positivo, Colegiado de Enfermagem, Curitiba, PR, Brasil.
  • Rudval Souza da Silva Universidade do Estado da Bahia, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Cuidar em Saúde, Senhor do Bonfim, BA, Brasil.
  • Sonia Silva Marcon Universidade Estadual de Maringá, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Maringá, PR, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0405pt

Palavras-chave:

Cuidados Paliativos, Neoplasias, Tomada de Decisão, Família, Enfermagem, Teoria Fundamentada

Resumo

Objetivo: Construir uma teoria substantiva acerca dos significados atribuídos e os fatores que influenciam a decisão sobre o local de morte no contexto do câncer avançado. Metodologia: Utilizados como referenciais o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada nos Dados. Foram realizadas entrevistas áudio-gravadas, presenciais ou remotas, entre 2023 e 2024, com 96 participantes de nove estados localizados em quatro regiões brasileiras, que integraram cinco grupos amostrais. Resultados: O hospital significa espaço de proteção, alívio da dor e do sofrimento/sobrecarga familiar e o domicílio um ambiente de promoção da dignidade e autonomia do doente e conexão afetiva com familiares, acompanhado de insegurança quanto ao manejo da dor e sofrimento. A mediação profissional e a escuta ativa favorecem a negociação de significados, enquanto barreiras estruturais e comunicacionais limitam a viabilização das escolhas. Considerações Finais: A decisão sobre o local de morte constitui processo simbólico, relacional e dinâmico, moldado por conflitos familiares, limitações na estrutura física e interações entre pacientes, familiares e equipe multiprofissional. É importante a efetivação das políticas públicas que possibilitem escolhas coerentes com os valores da pessoa com doença terminal.

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Referências

Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Ferreira, P. C., Silva, M. M. da, Barreto, M. da S., Garcia-Navarro, E. B., Garcia-Vivar, C., Prado, E. do, Silva, R. S. da, & Marcon, S. S. (2026). Processo relacional e simbólico: decisão sobre o local de morte no contexto do câncer avançado. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250405. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0405pt