Sobras de antibióticos na atenção primária à saúde: abordagem sobre impacto econômico e o cuidado farmacêutico
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2026-0263ptPalavras-chave:
Uso de Medicamentos, Resistência Microbiana a Medicamentos, Atenção Primária à SaúdeResumo
Objetivo: Avaliar os resultados da dispensação de antibióticos em uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo e explorar o conhecimento de usuários a respeito do uso e descarte de antibióticos por meio da consulta farmacêutica. Método: Estudo prospectivo, quantitativo, realizado entre janeiro e abril de 2024, por meio da análise de prescrições de antibióticos orais e consultas farmacêuticas em questionário semiestruturado. Resultados: Identificou-se que 81,9% (n = 1.225) de 1.495 prescrições resultaram em sobras, gerando desperdício de 8.061 unidades farmacêuticas e perda financeira estimada em R$2.349,54. Entre os 17 usuários entrevistados, verificou-se baixo conhecimento sobre resistência microbiana, uso e descarte de medicamentos. Apenas 29,4% (n = 5) devolveram as sobras após intervenção farmacêutica. Conclusão: A dispensação com sobras favorece o uso e descarte inadequados dos antibióticos, contribuindo para a resistência antimicrobiana. O cuidado farmacêutico, dentro de uma abordagem na equipe multiprofissional, tem potencial para reduzir desperdícios e promover o uso racional. Propõe-se a implantação de protocolos de unitarização e ações educativas para profissionais e usuários.
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