Em defesa da sociedade: a invenção dos cuidados paliativos e a produção de subjetividades

Autores

  • Karen Schein da Silva Hospital de Clínicas de Porto Alegre image/svg+xml
  • Maria Henriqueta Luce Kruse Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Escola de Enfermagem

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62342012000200026

Palavras-chave:

Cuidados paliativos, Política de Saúde, Governo, Enfermagem

Resumo

O artigo é uma reflexão teórica que faz parte de um estudo denominado Em Defesa da Sociedade: a invenção dos Cuidados Paliativos. Para articular tal discussão, utilizamos o manual de Cuidados Paliativos, publicado no ano de 2007 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entendendo-o como parte de um artefato capaz de produzir subjetividades e governar condutas. Nesse sentido, pretendemos descobrir como os discursos sobre os Cuidados Paliativos se articulam e efetuam a invenção de uma nova disciplina que funcionaria como uma estratégia biopolítica para defender a sociedade. A partir da análise textual do discurso instituído pelo manual, com o auxílio do referencial dos Estudos Culturais e sob a inspiração dos escritos de Michel Foucault, articulamos uma das possíveis leituras deste guia. Desta maneira observamos a (re)organização e a (re)invenção de uma disciplina que investe na subjetividade dos indivíduos constituindo aparatos de verdade que regulam e governam a população.

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Referências

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Publicado

2012-04-01

Edição

Seção

Estudo Teórico

Como Citar

Silva, K. S. da, & Kruse, M. H. L. (2012). Em defesa da sociedade: a invenção dos cuidados paliativos e a produção de subjetividades. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 46(2), 460-465. https://doi.org/10.1590/S0080-62342012000200026