Micro-organismos da subclasse Coccidia: resistência e implicações para o processamento de materiais de assistência à saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0080-62342012000200027Palavras-chave:
Desinfecção, Endoscópios, Infecção hospitalar, Coccídios, Hospedeiro imunocomprometidoResumo
Este estudo teórico propõe uma reflexão sobre a resistência intrínseca da subclasse Coccidia, particularmente o gênero Cryptosporidium, considerado como um agente potencialmente patogênico para pacientes imunocomprometidos, e suas repercussões na prática assistencial. Atualmente, as diretrizes internacionais e nacionais aprovam como procedimento seguro a desinfecção química de alto nível de endoscópios digestivos, após sua limpeza. No entanto, estudos evidenciaram que micro-organismos da subclasse Coccidia, especificamente o Cryptosporidium, responsável por infecção entérica, são mais resistentes que as micobactérias e não são inativados pelos desinfetantes químicos de alto nível, exceto pelo Peróxido de Hidrogênio a 6% e 7,5%, formulação ainda não disponível no Brasil. Conclui-se que a legislação deve incluir este agente entre os micro-organismos teste para aprovação de desinfetantes químicos de alto nível e que as autoridades sanitárias devem se esforçar para garantir que os estabelecimentos de assistência à saúde tenham acesso a produtos eficazes contra o Cryptosporidium.Downloads
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Publicado
2012-04-01
Edição
Seção
Estudo Teórico
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Como Citar
Souza, R. Q. de, Torres, L. M., Graziano, K. U., & Turrini, R. N. T. (2012). Micro-organismos da subclasse Coccidia: resistência e implicações para o processamento de materiais de assistência à saúde. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 46(2), 466-471. https://doi.org/10.1590/S0080-62342012000200027