Nos bastidores de um jornal operário: os desafios de produção e circulação da imprensa anarquista em São Paulo (1901 - 1935)
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2020.236529Mots-clés :
Imprensa operária, Anarquismo, cultura libertária, Jornalismo, Redes de SociabilidadeRésumé
Este artigo tem como objetivo analisar alguns dos principais periódicos anarquistas publicados na cidade de São Paulo entre 1901 e 1935. A análise prioriza três eixos principais: o projeto gráfico (diagramação), a administração (financiamento e impressão) e a circulação (redes de distribuição). Além disso, examina-se o papel de seus idealizadores, destacados aqui como jornalistas operários, na produção desses impressos, demonstrando a relação conflituosa entre esses periódicos e a imprensa comercial. Ao final, espera-se demonstrar que a imprensa anarquista paulistana conseguiu construir um arcabouço técnico-jornalístico singular, cujos traços comuns refletem a mobilização de simpatizantes da causa libertária para o compartilhamento de experiências e ideais, marcados pela busca de um mundo mais justo, sem fronteiras e sem divisões entre os seres humanos.
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Références
Fontes principais
Jornal O Amigo do Povo (1902-1904)
Jornal Germinal (1902-1903)
Jornal La Battaglia (1904-1912)
Jornal A Terra Livre (1905-1910)
Jornal Germinal-La Barricata (1913-1914)
Jornal Guerra Sociale (1915-1917)
Jornal A Lanterna (1901-1904; 1909-1915; 1933-1935)
Jornal A Plebe (1917-1935)
Fontes complementares
Jornal Avanti! (1900-1909);
Jornal Gazeta de Notícias (1906);
Jornal Correio Paulistano (1906, 1913, 1917);
Jornal O Paiz (1906-1908);
Jornal O Estado de S. Paulo (1913, 1917);
Jornal Fanfulla (1917);
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