“Um acervo vivo é um acervo em relação”: entrevista com José Eduardo Ferreira Santos sobre o Acervo da Laje

Autores

  • Ana Carolina Roman Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2525-8354.v19i19p168-194

Palavras-chave:

Social Museology, Memory, Periphery, Education, Curatorship, Acervo da Laje

Resumo

A entrevista com José Eduardo Ferreira Santos apresenta um panorama sensível e aprofundado do Acervo da Laje, iniciativa comunitária criada em Salvador (BA) por ele e Vilma Santos. Concebido como uma casa-museu-escola, o Acervo se consolidou ao longo de 15 anos como um espaço de preservação, ativação e circulação de memórias periféricas, negras e populares. A partir de práticas de escuta, pesquisa e pedagogia cotidiana, o Acervo propõe uma museologia viva, atravessada pelo pertencimento, pelo cuidado e pela experiência estética. Ao longo da conversa, José Eduardo compartilha o processo de formação das coleções, a centralidade do território do Subúrbio Ferroviário de Salvador, a dimensão educativa do projeto, a curadoria como gesto de assombro e a relação entre materialidade e imaterialidade na construção da memória. Com reflexões também sobre os deslocamentos institucionais e a sustentabilidade do projeto, a entrevista se configura como um testemunho valioso de práticas museológicas enraizadas e radicalmente comprometidas com o cotidiano.

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Referências

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

Roman Rodrigues, A. C. (2025). “Um acervo vivo é um acervo em relação”: entrevista com José Eduardo Ferreira Santos sobre o Acervo da Laje. Revista ARA, 19(19), 168-194. https://doi.org/10.11606/issn.2525-8354.v19i19p168-194