“Um acervo vivo é um acervo em relação”: entrevista com José Eduardo Ferreira Santos sobre o Acervo da Laje
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2525-8354.v19i19p168-194Palavras-chave:
Social Museology, Memory, Periphery, Education, Curatorship, Acervo da LajeResumo
A entrevista com José Eduardo Ferreira Santos apresenta um panorama sensível e aprofundado do Acervo da Laje, iniciativa comunitária criada em Salvador (BA) por ele e Vilma Santos. Concebido como uma casa-museu-escola, o Acervo se consolidou ao longo de 15 anos como um espaço de preservação, ativação e circulação de memórias periféricas, negras e populares. A partir de práticas de escuta, pesquisa e pedagogia cotidiana, o Acervo propõe uma museologia viva, atravessada pelo pertencimento, pelo cuidado e pela experiência estética. Ao longo da conversa, José Eduardo compartilha o processo de formação das coleções, a centralidade do território do Subúrbio Ferroviário de Salvador, a dimensão educativa do projeto, a curadoria como gesto de assombro e a relação entre materialidade e imaterialidade na construção da memória. Com reflexões também sobre os deslocamentos institucionais e a sustentabilidade do projeto, a entrevista se configura como um testemunho valioso de práticas museológicas enraizadas e radicalmente comprometidas com o cotidiano.
Downloads
Referências
AZOULAY, Ariella Aïsha. Potential History: Unlearning Imperialism. London: Verso, 2019.
CLIFFORD, James. Museums as contact zones. In: ______. Routes: Travel and Translation in the Late Twentieth Century. Cambridge, MA; London: Harvard University Press, 1997. p. 188–219.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
PRATT, Mary Louise. Arts of the contact zone. Profession, p. 33–40, 1991.
ROTHBERG, Michael. Multidirectional Memory: Remembering the Holocaust in the Age of Decolonization. Stanford: Stanford University Press, 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Ana Carolina Roman Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença CreativeCommonsAttribution CC-BY que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).