PROCESOS DE SIGNIFICACIÓN MUSICAL EN ALEGRIA NA HORTA DE VILLA-LOBOS
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-7117.rt.2025.236000Palabras clave:
Análise para interpretação, semiótica, significação musical, Villa-Lobos, Alegria na hortaResumen
Este artigo apresenta uma análise dos processos de significação musical que Heitor Villa-Lobos utilizou em “Alegria na Horta”, terceiro movimento da “Suíte Floral” Opus 97. Buscamos compreender as técnicas e recursos usados pelo compositor modernista na construção de conteúdos semânticos que propiciam a interpretação de um sentido narrativo para a peça. Para tanto, consideramos a existência de intertextualidades desta peça com composições para piano de Claude Debussy, as quais são geradas especialmente por similaridades de sonoridades, mas também por determinadas características formais. A análise partiu do levantamento e da análise das técnicas formais empregadas e, paralelamente, do estudo do contexto da criação da peça que contribuiu para o entendimento de alguns elementos da significação musical na peça. Esta análise tem como base, genericamente, teorias derivadas da semiótica de C.S. Peirce, ou mais especificamente, as teorias das tópicas musicais e dos gêneros expressivos nas quais consideramos Robert Hatten e Paulo de Tarso Salles como sendo as referências mais relevantes.
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