Fatores associados ao aumento da espessura do septo atrial em lactentes com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE)
implicações para septostomia percutânea
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i1p80-83Palavras-chave:
Cardopatias congênitas, Comunicação interatrial, Forame ovalResumo
Introdução: Nos procedimentos usualmente realizados em recém-nascidos acometidos pela Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), variações fenotípicas influenciam o sucesso do tratamento, principalmente as características relacionadas ao septo atrial e ao forame oval (FO) no caso de septostomia por cateter. Objetivos: Analisar características macroscópicas do septo atrial de corações com SHCE, a fim de definir e orientar procedimentos terapêuticos nessa estrutura. Métodos: Foram avaliados 18 corações de pacientes falecidos e diagnosticados com SHCE quanto à perviedade e tamanho do FO, abaulamento da lâmina, atresia ou perviedade da válvula mitral e calibre da aorta ascendente e tronco pulmonar. Cortes histológicos do septo atrial foram feitos para medidas da espessura máxima e mínima da lâmina. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 34,5 dias (57% do sexo masculino), com espessura do septo atrial médio de 1,90 mm (0,63 - 4,09 mm). O diâmetro médio do tronco e da aorta pulmonar foi de 1,16 cm e 0,22 cm, respectivamente. O FO era patente em 39% dos casos. A valva mitral era atrésica em 21% das amostras. Houve diferença significativa na espessura do septo atrial nos casos com FO patente ou fechada, sendo maior nos casos em que a FO era fechada (p = 0,047). A relação FO / idade apresentou correlação negativa estatisticamente significante com a espessura do septo atrial (r = -0,76 ep <0,05). Conclusões: Os resultados indicam que a perviedade e o tamanho do forame oval têm repercussões na espessura do septo atrial, sugerindo que esse fator pode limitar o sucesso de intervenções terapêuticas, principalmente na septostomia por cateter.