Panorama clínico-epidemiológico das doenças sensíveis aos preceitos de uma só saúde no estado do Pará
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v105i5e-230720Palavras-chave:
Uma Só Saúde, Perfil de Saúde, Doenças transmissíveis, Doenças não transmissíveisResumo
Objetivo: determinar o panorama clínico, epidemiológico e espacial das doenças sensíveis aos preceitos de Uma Só Saúde em uma região de saúde do Estado do Pará, Brasil. Materiais e métodos: trata-se de um estudo analítico ecológico, realizado com dados provenientes de 15 municípios pertencentes ao 12º Centro Regional de Saúde (Região do Araguaia, Sudeste do Pará, Brasil). A pesquisa utilizou dados secundários disponíveis de forma pública, por meio do Sistema do Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no período de 2010 a 2020. Resultados: foram registrados 57.995 casos, dos quais 62,7% corresponderam a morbidades sensíveis. Redenção apresentou o maior número de casos, e Santa Maria das Barreiras, o menor. As infecções intestinais predominaram (48,5%). As arboviroses foram mais frequentes em Tucumã, a hipertensão em São Félix do Xingu e a malária em Ourilândia do Norte. O diabetes e a hipertensão foram mais prevalentes em mulheres, enquanto outras morbidades predominaram em homens. As doenças sensíveis concentraram-se em jovens, e as não sensíveis em idosos (p<0,001). A maioria dos atendimentos foi de urgência. As doenças sensíveis apresentaram maior média de casos, enquanto as não sensíveis tiveram mais óbitos. Os custos médios foram semelhantes entre os grupos. Conclusão: dessa maneira, as doenças sensíveis aos preceitos de Uma Só Saúde impactam índices de saúde relevantes para a população da região em estudo. Portanto, é primordial considerar a interface humano- animal-ambiente e formular estratégias holísticas que visem ao controle e à prevenção de doenças infecciosas.
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