População de Rua e Saúde: Desafios do Cuidado em Meio à Vulnerabilidade Social
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i3e-231494Palavras-chave:
Centros Comunitários de Saúde, Educação Médica, Pessoas em Situação de Rua, Abuso de SubstânciasResumo
A população em situação de rua (PSR) no Brasil cresceu 45% entre 2020 e 2023, quando atingiu 221.113 pessoas, das quais 25% se encontram apenas no município de São Paulo1. Esse número, no entanto, pode estar subestimado, já que muitos indivíduos nessa condição não estão devidamente registrados. Entre os principais fatores que levam as pessoas à situação de rua, dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indicam que problemas familiares foram apontados como o principal motivo por 44% dessas pessoas, seguidos por desemprego (38%) e pelo uso de álcool e drogas (28%).
Um agravante desse cenário é a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, que priva essa população de medidas preventivas e da assistência primária adequada. Mesmo nos casos em que há algum acesso, os serviços públicos de saúde nem sempre são eficazes no cuidado e suporte à PSR. A ineficácia decorre de fatores como discriminação social, falta de continuidade no tratamento, dificuldade em obter e armazenar medicações e problemas no entendimento de seu uso correto. Todos esses elementos, juntos, contribuem diretamente para uma maior mortalidade dentro dessa população.
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