Pneumoencéfalo traumático em criança por fratura de seios paranasais: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238027Palavras-chave:
Pneumoencéfalo, Traumatismo Cranioencefálico (tce), Fratura de Seios Paranasais, Tomografia Computadorizada, Trauma Pediátrico, Manejo ConservadorResumo
Pneumoencéfalo é a presença anormal de ar no interior da cavidade craniana. As causas mais comuns incluem traumatismo cranioencefálico (TCE), procedimentos neurocirúrgicos, infecções ou barotrauma. Em pediatria, o TCE é uma causa frequente de internação hospitalar, e a presença de pneumoencéfalo deve sempre levantar suspeita de fraturas cranianas com comunicação com espaços aéreos, como os seios paranasais. Diagnóstico é feito principalmente por tomografia computadorizada (TC) de crânio. Conduta varia conforme o volume de ar, estabilidade clínica e presença de sinais neurológicos. Relato de Caso: Paciente masculino, 2 anos e 10 meses, previamente hígido, foi admitido no PS após queda de beliche, com impacto em região frontal. Não houve episódios de vômitos, perda de consciência ou convulsões. Exame físico, a criança encontrava-se alerta, responsiva, com sinais vitais estáveis. Apresentava escoriação e edema em região frontal. Não foram observados déficits neurológicos ou alterações comportamentais. Foi solicitada TC de crânio, que revelou pneumocrânio, com fraturas da face envolvendo os seios maxilares e seio frontal, associado a hemossinus. Não foram caracterizados hematoma intracraniano. Paciente foi internado para observação neurológica e monitorização de sinais vitais. Não houve necessidade de intervenção cirúrgica, pois o pneumocrânio não tinha efeito de massa ou sinais de hipertensão intracraniana. Mantida conduta conservadora. Durante a internação, a criança permaneceu estável, sem surgimento de sintomas neurológicos ou sinais de infecção. Após 48 horas de observação, com evolução favorável e sem complicações, recebeu alta hospitalar. Discussão: O pneumocrânio em crianças pode ocorrer após traumas craniofaciais, mesmo em casos sem perda de consciência ou sintomas neurológicos evidentes. TC é fundamental para o diagnóstico. A maioria dos casos evolui bem com tratamento conservador. Conclusão: Este caso destaca a importância da avaliação criteriosa do trauma craniofacial em crianças, mesmo na ausência de sintomas neurológicos, e do papel da tomografia na identificação de complicações.
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Referências
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