Politrauma grave em adulto jovem com múltiplas fraturas craniofaciais e de fêmur após acidente de alta energia: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238028Palavras-chave:
Politrauma Grave, Trauma Cranioencefálico, Fratura Exposta, Atls, Controles de Danos, Fixação ExternaResumo
Traumas de alta energia, como os decorrentes de acidentes motociclísticos, figuram entre as principais causas de morbidade e mortalidade em adultos jovens. Lesões múltiplas, incluindo fraturas expostas e traumatismos cranioencefálicos, exigem resposta multidisciplinar rápida para maximizar a sobrevida e minimizar sequelas. Este relato aborda o manejo inicial de um paciente politraumatizado, destacando os principais desafios clínicos. Relato de Caso: Homem de 38 anos, com histórico de uso abusivo de álcool e cocaína, sofreu colisão moto versus automóvel em via de alta velocidade. Foi ejetado da motocicleta, encontrado a 30 metros do impacto, apresentando escore de Glasgow 3, sangramento oral intenso, fratura exposta de fêmur direito com grande ferimento descolante e múltiplas fraturas craniofaciais. Havia sinais de choque hipovolêmico. No atendimento pré-hospitalar, recebeu reposição volêmica, antifibrinolítico e foi encaminhado ao hospital sob protocolo de imobilização. Na avaliação inicial, destacavam-se instabilidade hemodinâmica, sangue na cavidade oral, fraturas faciais, fratura exposta de fêmur direito com exposição muscular e galho inserido na coxa, com sangramento venoso ativo. Exames de imagem evidenciaram fraturas faciais complexas, fraturas de base de crânio, hematoma subdural, hemorragia subaracnoide e suspeita de lesão vascular cerebral. No membro inferior direito, havia fratura multifragmentada do fêmur, sem lesão vascular associada. Discussão: O caso evidencia a gravidade dos politraumatismos em acidentes de alta energia, especialmente em pacientes com fatores de risco como uso de substâncias. A abordagem seguiu o protocolo ATLS, priorizando estabilização hemodinâmica, controle de via aérea e tratamento das lesões fatais. O uso de exames avançados foi fundamental para o diagnóstico preciso e planejamento terapêutico. Conclusão: O manejo multidisciplinar e o suporte intensivo foram essenciais para a estabilização inicial do paciente, ressaltando a importância de protocolos bem estabelecidos e atuação integrada das equipes para o prognóstico em casos de politrauma grave.
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Referências
Scherer, J. et al. (2022). Standards of fracture care in polytrauma: results of a Europe-wide survey by the ESTES polytrauma section. Eur J Trauma Emerg Surg.
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