Transfixação cervical por objeto metálico com preservação vascular e neurológica: relato de caso de trauma penetrante cervical

Autores

  • Luiz Henrique da Costa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Matheus Zanelatto Junqueira Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Flavio Roberto Silva Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Pedro Henrique Alves Ferreira Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Sérgio Henrique B. Damous Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Edivaldo Utiyama Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238031

Palavras-chave:

Trauma Cervical, Transfixação, Preservação Vascular, Cervicotomia, Angiotomografia

Resumo

Ferimentos penetrantes de pescoço são traumas complexos e desafiadores, com alta letalidade, especialmente no ambiente pré-hospitalar, devido à proximidade de estruturas vitais. Os vasos sanguíneos são os mais frequentemente lesionados, presentes em quase metade dos casos. Entre as veias, as jugulares interna e externa são as mais acometidas, enquanto a veia subclávia, menos comum, pode provocar hemorragia grave e embolia gasosa. As artérias, envolvidas em cerca de 20% dos casos, têm a carótida comum como a mais atingida. Além das lesões vasculares, podem ocorrer traumas nas vias aéreas, esôfago, nervos, coluna cervical e outras estruturas. Cerca de um terço dos pacientes com lesões graves podem não apresentar sinais clínicos evidentes, exigindo avaliação criteriosa e, em muitos casos, exploração cirúrgica. Relato de Caso: Apresentamos o relato de um homem de 62 anos, marceneiro, que sofreu queda de uma laje de 4 metros sobre um vergalhão que transfixou sua região cervical. Inicialmente, manteve consciência e não apresentou sangramento abundante. Após intubação orotraqueal para transporte seguro, foi encaminhado a hospital de referência. Na admissão, estava hemodinamicamente estável, com o vergalhão atravessando da zona II à zona III do pescoço, sem hematomas visíveis. A tomografia computadorizada foi limitada por artefatos, mas não indicou lesão vascular. Realizou-se cervicotomia exploradora com controle proximal da artéria carótida comum e veia jugular direita. O corpo estranho foi removido gradualmente, sem sangramento ou déficits neurológicos. Paciente evoluiu bem, foi extubado após a cirurgia e recebeu alta no quinto dia. Discussão: Traumas penetrantes cervicais são raros e exigem equipe experiente e conhecimento anatômico aprofundado. A avaliação radiológica é essencial para o planejamento cirúrgico e manejo adequado. O caso apresentado é incomum pela ausência de lesões vasculares ou neurológicas, apesar da transfixação cervical. Ressalta-se a importância do diagnóstico preciso e intervenção rápida para garantir boa evolução clínica, evitando complicações graves.

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Referências

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Publicado

2025-06-23

Como Citar

Costa , L. H. da ., Junqueira, M. Z. ., Silva, F. R. ., Ferreira, P. H. A. ., Damous, S. H. B. ., & Utiyama, E. . (2025). Transfixação cervical por objeto metálico com preservação vascular e neurológica: relato de caso de trauma penetrante cervical. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238031. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238031