Diverticulite Hinchey II

Autores

  • Gabriel Silva Bizarrias Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Yan Robert Queiroz Santos Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Cesar Rocha Alencar Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rafaela Pereira Carbone Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238051

Palavras-chave:

Classificação de Hinchey, Drenagem Transvaginal, Diverticulose, Abscesso Pélvico, Abdome Agudo

Resumo

A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos colônicos que pode variar de leve a grave, incluindo abscessos, perfuração e peritonite. A classificação de Hinchey auxilia na avaliação da gravidade, sendo o estágio II caracterizado por abscesso pélvico ou à distância. O manejo da diverticulite Hinchey II exige avaliação cuidadosa para definir a necessidade de drenagem percutânea, antibioticoterapia e possível cirurgia.Relato de Caso: Uma paciente de 75 anos apresentou dor há três dias no hipocôndrio esquerdo e hipogástrio. A tomografia de abdome e pelve revelou divertículos difusos, com um abscesso pélvico localizado no sigmoide distal, medindo 6,0 x 3,3 x 3,2 cm, contendo imagens gasosas e extensa superfície de contato com o útero. A equipe discutiu a possibilidade de drenagem transvaginal devido à proximidade da coleção com o trato genital, mas optou pela drenagem por via laparotômica, considerando as condições clínicas da paciente. O procedimento ocorreu sem complicações, com resolução do abscesso e melhora clínica. Discussão: A drenagem percutânea guiada por imagem é o método preferido para abscessos intra-abdominais, porém, em mulheres com coleções pélvicas acessíveis, a drenagem transvaginal representa uma alternativa eficaz e minimamente invasiva. Essa técnica guiada por ultrassonografia endocavitária reduz riscos de fístulas cutâneas, oferece acesso direto à pelve, diminui o tempo e a dor pós-procedimento, além de evitar punção da parede abdominal. A drenagem transvaginal pode evitar laparotomia ou laparoscopia de urgência, proporcionando desfechos clínicos menos invasivos. Neste caso, a escolha pela drenagem laparotômica permitiu controle rápido da infecção, evitando intervenções maiores e reduzindo o tempo de internação. A abordagem individualizada, baseada na localização e tamanho do abscesso e nas condições clínicas, é fundamental para o sucesso do tratamento da diverticulite Hinchey II.

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Referências

Hawkins AT, Wise PE, Chan T, et al. Diverticulitis: An Update From the Age Old Paradigm. Curr Probl Surg. 2020;57(10):100862. doi:10.1016/j.cpsurg.2020.100862

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Publicado

2025-06-23

Como Citar

Bizarrias, G. S. ., Santos, Y. R. Q. ., Alencar, C. R. ., Carbone, R. P. ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Diverticulite Hinchey II. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238051. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238051