Manejo cirúrgico em paciente obesa com hérnia paracolostômica gigante e hérnia hiatal sintomática: conversão de sleeve para bypass gástrico

Autores

  • Arthur Murad Vervloet Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Júlia Leal Bassan Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Lyd Salua Granich Noman Atallah Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Matheus Prates Pereira dos Santos Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238216

Palavras-chave:

Hérnia Paracolostômica, Hérnia Hiatal, Obesidade Mórbida, Bypass Gástrico, Tomografia Computadorizada, Cirurgia Bariátrica

Resumo

 A hérnia hiatal caracteriza-se pela migração de parte do estômago através do hiato esofágico do diafragma para o mediastino. É mais prevalente em indivíduos obesos, devido ao aumento da pressão intra-abdominal, e pode manifestar-se com sintomas de refluxo gastroesofágico (DRGE), dor epigástrica e disfagia. O diagnóstico geralmente ocorre por exames de imagem, como endoscopia digestiva alta, radiografia contrastada e tomografia computadorizada (TC), que avaliam a presença, o tipo e o impacto funcional da hérnia. Relato de Caso: Uma paciente feminina de 51 anos, com histórico de obesidade mórbida desde a adolescência (IMC até 60), hipertensão arterial e dislipidemia, apresentou diverticulite complicada em 2014, sendo submetida à cirurgia de Hartmann. Desenvolveu hérnia paracolostômica volumosa, com conteúdo herniado superior a 50% da cavidade abdominal. Em 2019, realizou gastrectomia vertical (sleeve gástrico) como cirurgia ponte, seguida de correção da hérnia paracolostômica e reconstrução intestinal, com perda ponderal significativa (de 148 kg para 95 kg). Em 2024, passou a apresentar sintomas graves de DRGE refratária e epigastralgia. A TC e a endoscopia confirmaram hérnia hiatal tipo I, com parte do fundo gástrico acima do diafragma e inflamação esofágica. Optou-se pela conversão do sleeve para bypass gástrico em Y-de-Roux, associada à correção da hérnia hiatal. A cirurgia transcorreu sem complicações, e a paciente recebeu alta no segundo dia pós-operatório.Discussão: A obesidade aumenta a pressão intra-abdominal e favorece o alargamento do hiato esofágico, predispondo à hérnia hiatal. Cirurgias bariátricas como o sleeve podem exacerbar o refluxo e a hérnia devido a alterações anatômicas e pressóricas. A TC é fundamental para diagnóstico, classificação e planejamento cirúrgico, permitindo avaliar o volume herniado e excluir complicações. O bypass gástrico é a opção preferencial em casos de DRGE refratária pós-sleeve e hérnia significativa, promovendo controle dos sintomas e manutenção da perda de peso.

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Referências

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA (SBCBM). Diretrizes para o tratamento cirúrgico da obesidade. São Paulo: SBCBM, 2022. Disponível em: https://www.sbcbm.org.br/. Acesso em: 10 maio 2025.

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Vervloet, A. M. ., Bassan, J. L. ., Atallah, L. S. G. N. ., Santos, M. P. P. dos ., Frati, R. ., & Martines, B. . (2025). Manejo cirúrgico em paciente obesa com hérnia paracolostômica gigante e hérnia hiatal sintomática: conversão de sleeve para bypass gástrico. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238216. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238216