Carcinoma papilífero da tireoide: diagnóstico incidental em ressonância magnética de coluna torácica - relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238220Palavras-chave:
Tireoide, Neoplasia, Incidentaloma, Carcinoma Papilífero, TireoidectomiaResumo
O carcinoma papilífero da tireoide (CPT) é a neoplasia maligna mais comum da tireoide, geralmente com evolução indolente e bom prognóstico. Com o aumento do uso de exames de imagem, cresce a identificação de incidentalomas tireoidianos. Este relato descreve um caso de CPT diagnosticado incidentalmente por ressonância magnética da coluna torácica realizada por dorsalgia, evidenciando a importância da avaliação cuidadosa de achados extravertebrais e da conduta individualizada frente aos incidentalomas.Relato de Caso Uma paciente feminina de 44 anos, sem comorbidades, com história materna de câncer de mama, realizou ressonância magnética da coluna torácica devido a dorsalgia. O exame identificou incidentalmente um nódulo heterogêneo no lobo direito da tireoide. Avaliou-se a função tireoidiana, que estava preservada, e os anticorpos antitireoidianos, que foram negativos. A ultrassonografia confirmou um nódulo sólido, hipoecogênico, com microcalcificações e vascularização periférica e interna, medindo 2,8 x 2,2 cm, classificado como TI-RADS 5. Realizou-se punção aspirativa por agulha fina (PAAF), com resultado Bethesda V. Considerando o alto risco de malignidade, a paciente foi submetida à tireoidectomia total eletiva, sem intercorrências. O exame anatomopatológico confirmou carcinoma papilífero clássico, não encapsulado, com 2,0 x 1,1 cm, linfonodo regional comprometido (1/1) e ausência de invasão vascular. O estadiamento final foi pT1b, pN1, pMx, e indicou-se radioiodoterapia adjuvante. As ultrassonografias pós-operatórias não evidenciaram lesões residuais ou linfonodomegalias. Discussão O manejo dos incidentalomas tireoidianos depende do risco de malignidade, avaliado pelo padrão ultrassonográfico, antecedentes familiares, idade e sexo. Nódulos classificados como TI-RADS 5 e Bethesda V apresentam alta probabilidade de malignidade, justificando a tireoidectomia. A confirmação histológica e o envolvimento linfonodal definem o estadiamento e indicam a necessidade de radioiodoterapia. Este caso destaca a importância da avaliação detalhada de achados incidentais para diagnóstico precoce e tratamento eficaz, melhorando o prognóstico oncológico.
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Referências
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