Manejo precoce de aderências intestinais associadas à obstrução intestinal após procedimento cirúrgico: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238237Palavras-chave:
Aderências Intestinais, Obstrução Intestinal, Cirurgia Geral, Complicações do Pós-operatórioResumo
O tratamento das aderências intestinais associadas à obstrução intestinal, especialmente a obstrução por aderências precoces do intestino delgado (APID), envolve abordagens conservadoras e cirúrgicas. A escolha do método depende da apresentação clínica, do tempo pós-operatório e da resposta ao tratamento inicial. O manejo precoce é essencial para evitar complicações graves, como isquemia e necrose intestinal.Relato de Caso Um paciente masculino de 76 anos realizou colonoscopia de rastreamento para neoplasia colorretal, na qual identificaram um pólipo séssil de 25 mm no sigmóide proximal, não passível de ressecção endoscópica. Após tatuagem da lesão, indicaram retossigmoidectomia videolaparoscópica, realizada sem intercorrências. O paciente evoluiu favoravelmente e recebeu alta no oitavo dia pós-operatório. Dois dias após a alta, retornou ao serviço com vômitos e ausência de eliminação de fezes e flatos. A tomografia computadorizada abdominal revelou distensão de alças intestinais com ponto de transição em jejuno proximal, próximo ao local da ligadura da artéria sigmoideana, sugerindo aderência precoce. Realizaram videolaparoscopia na mesma data, liberando as aderências entre a alça jejunal proximal e o mesossigmóide, sem sinais de sofrimento intestinal. O paciente evoluiu bem, aceitando dieta oral e mantendo funções fisiológicas preservadas, recebendo alta no quinto dia pós-reintervenção.Discussão As aderências intestinais são a principal causa de obstrução intestinal em adultos após cirurgias abdominais. O tratamento conservador, com jejum, hidratação venosa, correção metabólica e descompressão por sonda nasogástrica, resolve até 85% dos casos. Contudo, a cirurgia torna-se necessária diante de obstrução completa ou sinais de isquemia. A laparoscopia destaca-se por menor trauma cirúrgico, recuperação acelerada e menor dor pós-operatória. Durante o procedimento, avalia-se cuidadosamente a viabilidade intestinal, com conversão para laparotomia se houver suspeita de necrose ou dificuldades técnicas. O manejo criterioso entre tratamento conservador e cirúrgico, com uso crescente da laparoscopia, melhora os desfechos e reduz a morbidade.
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