Hérnia lombar de grynfelt não traumática associada à hérnia incisional de gibson: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238238Palavras-chave:
Hérnia Lombar, Defeito de Parede Abdominal, Hérnia de Grynfelt, Hérnia Incisional de Gibson, Hernioplastia, Reparo VideolaparoscópicoResumo
As hérnias da parede abdominal são condições clínicas comuns, mas as hérnias lombares, especialmente as de Grynfelt, são raras, com cerca de 300 casos descritos na literatura mundial. Essas hérnias ocorrem no triângulo lombar superior, delimitado pela 12ª costela, músculo oblíquo interno e músculo eretor da espinha, e apresentam sintomas discretos, como lombalgia e desconforto abdominal, dificultando o diagnóstico precoce.Relato de Caso Um homem de 72 anos, não tabagista, apresentou abaulamento em região lombar direita há um ano e abaulamento em fossa ilíaca direita, na cicatriz de transplante renal, há três meses. Ele realizou transplante renal em 2022 devido à doença renal policística. Sem alterações nos hábitos intestinal e urinário, o exame físico revelou abdome flácido e indolor, com abaulamento redutível e indolor de cerca de 7 cm na fossa ilíaca direita e abaulamento redutível na região lombar direita. Programou-se a correção cirúrgica das hérnias incisionais e de Grynfelt à direita. Realizaram hernioplastia videolaparoscópica eletiva, com colocação de telas pré-peritoneais de 8x8 cm na hérnia lombar e 12x15 cm na hérnia incisional. O procedimento durou cinco horas e 30 minutos. No pós-operatório, o paciente evoluiu bem, aceitando dieta, sem dor ou sangramento, e deambulou sem auxílio. Recebeu alta no terceiro dia pós-operatório e segue acompanhamento ambulatorial.Discussão A hérnia incisional na loja do enxerto renal é uma complicação conhecida, influenciada por fatores como técnica cirúrgica, uso de imunossupressores e comorbidades. A imunossupressão crônica pode prejudicar a cicatrização e favorecer defeitos na parede abdominal. A hérnia de Grynfelt é rara, representando menos de 2% das hérnias da parede abdominal. O diagnóstico por imagem, principalmente tomografia computadorizada, é fundamental para caracterizar o defeito e planejar a cirurgia. A abordagem laparoscópica permite avaliação precisa e reparo menos invasivo, sendo segura e eficaz.
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