Úlcera gástrica perfurada em paciente sem fatores de risco clássicos: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238244Palavras-chave:
Estômago, Perfuração de Úlcera Péptica, Hemorragia, Úlcera Gástrica, Cirurgia, Abdômen AgudoResumo
A úlcera gástrica perfurada é uma complicação grave da doença ulcerosa péptica, associada a alta morbidade e mortalidade, especialmente quando o diagnóstico e tratamento são tardios. O quadro clínico pode variar, mas geralmente inclui dor abdominal aguda e sinais de irritação peritoneal. O tratamento cirúrgico é o padrão-ouro, sendo a rafia da perfuração com patch de omento uma técnica amplamente utilizada. Relato de Caso: Uma paciente feminina de 51 anos, portadora de hipertensão arterial controlada, procurou atendimento médico relatando dor epigástrica crônica, com piora recente, associada a náuseas e um episódio isolado de vômito. Negava febre, perda de peso ou uso recente de anti-inflamatórios não esteroidais. No exame físico inicial, encontrava-se hemodinamicamente estável, sem sinais evidentes de irritação peritoneal. Devido à dor persistente e histórico clínico, realizou-se tomografia computadorizada de abdome, que revelou pneumoperitônio moderado e líquido livre na cavidade peritoneal, além de espessamento do antro gástrico e da primeira porção do duodeno. Indicou-se laparotomia exploradora, que identificou úlcera perfurada no antro gástrico. Realizou-se rafia primária com reforço por patch de omento e colocação de dreno penrose. O pós-operatório transcorreu satisfatoriamente, com bom controle da dor, aceitação progressiva da dieta e deambulação precoce. O dreno, inicialmente com débito serossanguinolento, foi retirado após redução do volume drenado. A paciente recebeu alta sem intercorrências. Discussão:A perfuração de úlcera gástrica é uma emergência cirúrgica que requer diagnóstico e intervenção rápidos para evitar complicações graves como peritonite e sepse. A apresentação clínica pode ser atípica, especialmente em pacientes sem sintomas clássicos, dificultando o diagnóstico. A tomografia computadorizada é o exame de escolha para confirmação, identificando pneumoperitônio e líquido livre. A rafia da perfuração com patch de omento, associada à lavagem e drenagem, constitui o tratamento padrão. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e do estado clínico do paciente.
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