Adenocarcinoma pancreático avançado com colangite e icterícia em paciente idoso: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238248Keywords:
Colangiocarcinoma, Colangite, Icterícia, Obstrução de Vias Biliares, Neoplasia dos Ductos Biliares, Relatos de CasosAbstract
O adenocarcinoma pancreático é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à ausência de sintomas precoces. Manifestações como icterícia, dor abdominal, colúria e colangite são comuns em tumores da cabeça do pâncreas, especialmente quando há obstrução biliar e infecção secundária. O estadiamento preciso e o manejo multidisciplinar são essenciais para orientar o tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia ou cuidados paliativos, conforme a extensão da doença e o estado funcional do paciente. Relato de Caso Um paciente asiático, masculino, de 72 anos, deu entrada no pronto-socorro com dor abdominal intensa e icterícia há cinco dias, além de constipação e colúria há duas semanas. Apresentava febre, icterícia e dor no hipocôndrio direito. Tinha antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, em uso regular de anlodipino, hidroclorotiazida, losartana, sinvastatina e metformina. A tomografia de abdome revelou lesão hipovascularizada na cabeça do pâncreas, com invasão vascular, dilatação das vias biliares e linfonodo portocaval aumentado. O hemograma mostrou anemia normocítica, e exames laboratoriais indicaram colestase e lesão hepática. Sob suspeita de colangite associada a adenocarcinoma ductal pancreático, iniciou-se tratamento com ceftriaxona e metronidazol. A tomografia de estadiamento confirmou a doença em estágio IIIa. Devido ao envolvimento da artéria hepática, a cirurgia foi considerada inviável. Apesar da estabilização infecciosa, o estado geral do paciente piorou. A biópsia e quimioterapia foram contraindicadas, e o paciente foi encaminhado a cuidados paliativos.Discussão Este caso ilustra os desafios do adenocarcinoma pancreático avançado, especialmente em idosos com comorbidades. A obstrução biliar e infecção complicam o quadro clínico, dificultando o diagnóstico precoce e limitando opções curativas. A drenagem endoscópica com stents metálicos é preferencial para alívio da obstrução. Quando a cirurgia é inviável, quimioterapia e radioterapia podem ser consideradas, desde que o paciente tenha bom estado funcional, visando principalmente o controle paliativo. A decisão terapêutica deve ser individualizada.
Downloads
References
Managing Malignant Biliary Obstruction in Pancreas Cancer: Choosing the Appropriate Strategy. Boulay BR, Parepally M. World Journal of Gastroenterology. 2014;20(28):9345-53. doi:10.3748/wjg.v20.i28.9345.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Lucas Takeshi Ikeoka, Leticia Naomi Nakada, Lucas Tokio Kawahara, Otávio Bueno Rodrigues da Silva, Brenda Martines, Rodrigo Frati

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.