Colecistectomia videolaparoscópica em paciente com colecistite aguda: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238250Palavras-chave:
Colecistite Aguda, Colecistectomia Videolaparoscópica, Abdome Agudo, Cirurgia Videolaparoscópica, Cirurgia Minimamente Invasiva, Recuperação Pós-operatóriaResumo
A colecistite aguda é uma das principais causas de dor abdominal no hipocôndrio direito em adultos, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e febre. O tratamento padrão consiste na remoção cirúrgica da vesícula biliar, sendo a colecistectomia videolaparoscópica o método preferencial por ser minimamente invasivo, proporcionar menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e cicatrizes menores em comparação à cirurgia aberta.Relato de Caso: Um paciente masculino de 33 anos procurou atendimento médico com queixa de dor no hipocôndrio direito há três dias, associada a náuseas e vômitos. No exame físico, apresentou sinal de Murphy positivo, sem sinais de gravidade. Os exames laboratoriais revelaram leucocitose leve, e a ultrassonografia e tomografia abdominal confirmaram colelitíase com sinais de colecistite aguda. Indicaram e realizaram colecistectomia videolaparoscópica, sem intercorrências intraoperatórias. O paciente evoluiu bem no pós-operatório, sem complicações, e recebeu alta hospitalar no segundo dia após a cirurgia. Discussão O manejo laparoscópico da colecistite aguda, principalmente por meio da colecistectomia precoce, é amplamente reconhecido como o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes. A literatura destaca que a cirurgia realizada nas primeiras 72 horas após o diagnóstico está associada a melhores desfechos clínicos, incluindo menor taxa de complicações, tempo reduzido de internação e custos hospitalares menores. Estudos como o ACDC demonstram que a colecistectomia precoce supera o tratamento conservador seguido de cirurgia eletiva tardia em termos de morbidade e custos. A técnica é segura e viável mesmo em pacientes com disfunção hepática associada. Em populações especiais, como gestantes, a colecistectomia precoce reduz o risco de complicações materno-fetais em comparação ao manejo não cirúrgico. Para pacientes com alto risco cirúrgico, a drenagem percutânea da vesícula biliar pode ser uma alternativa temporária. Assim, a colecistectomia videolaparoscópica precoce representa a abordagem preferida para colecistite aguda, com evidências robustas que apoiam sua eficácia e segurança.
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Referências
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