Carcinoma hepatocelular avançado em paciente com dor crônica e perda ponderal

Autores

  • Mário Nicolau Silva Gomes Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Kaio Augusto Felix Barbosa da Silva Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Bruno Galvão Barbosa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Gabriel Kayano Freudenthal Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238255

Palavras-chave:

Carcinoma Hepatocelular, Dor Crônica, Perda Ponderal, Hipervascularização Hepática, Alfafetoproteína, Tace

Resumo

O carcinoma hepatocelular (CHC) é a principal neoplasia primária do fígado, frequentemente associado a condições crônicas como hepatite viral, cirrose e esteatohepatite alcoólica. Seu prognóstico é desfavorável em estágios avançados devido à limitação de opções curativas. O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas iniciais são inespecíficos. A combinação de critérios radiológicos (hipervascularização e lavagem precoce do contraste) e elevação da alfafetoproteína (AFP) constitui a base diagnóstica. Relato de Caso Um paciente masculino de 57 anos apresentou dor persistente no hipocôndrio direito e perda ponderal de 14 kg em um ano. A avaliação inicial identificou massa palpável endurecida nessa região. A tomografia revelou lesão expansiva hipervascularizada de 14 cm nos segmentos 4, 5 e 8 do fígado, com realce arterial e lavagem precoce, padrão típico de CHC. A lesão comprimia veias hepáticas direita/média e ramos portais. Os níveis de AFP estavam elevados (548 ng/dL), confirmando o diagnóstico. O paciente foi encaminhado para oncologia para planejamento terapêutico multidisciplinar. Discussão O caso ilustra os desafios do CHC avançado. A lesão de 14 cm com compressão vascular limitava a ressecção radical. A AFP >400 ng/dL correlaciona-se com maior agressividade e menor sobrevida, justificando terapias adjuvantes como quimioembolização transarterial (TACE) ou sorafenibe. As características radiológicas permitiram diagnóstico não invasivo conforme diretrizes internacionais. O tamanho tumoral e comprometimento vascular exigem estratégias multimodais, incluindo TACE neoadjuvante para redução tumoral. A abordagem individualizada, considerando critérios de Barcelona e particularidades anatômicas, é essencial para otimizar o manejo.

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Referências

Hepatocellular Carcinoma. Vogel A, Meyer T, Sapisochin G, Salem R, Saborowski A. Lancet (London, England). 2022;400(10360):1345-1362. doi:10.1016/S0140-6736(22)01200-4

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Publicado

2025-06-30

Como Citar

Gomes, M. N. S. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Silva, K. A. F. B. da ., Barbosa, B. G. ., & Freudenthal, G. K. . (2025). Carcinoma hepatocelular avançado em paciente com dor crônica e perda ponderal. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238255. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238255