Carcinoma papilífero clássico de células renais: relato de caso de paciente com massa renal de grande porte
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238258Palavras-chave:
Carcinoma Papilífero de Células Renais, Massa Renal Volumosa, Nefrectomia Radical, Relato de Caso, Hematúria, Estadiamento Pt3Resumo
Carcinoma de células renais (CCR) é o tumor maligno mais comum do rim, responsável por cerca de 2 a 3% dos cânceres em adultos. Entre as variantes histológicas, o carcinoma papilífero é a segunda mais frequente, representando de 10 a 15% dos casos. A apresentação clínica pode ser silenciosa, mas sintomas como hematúria, dor e massa palpável podem ocorrer, especialmente em lesões volumosas. O diagnóstico precoce é essencial para o manejo, geralmente cirúrgico, sobretudo em tumores de grandes dimensões. Relato de Caso: Um paciente masculino de 70 anos procurou atendimento após notar hematúria macroscópica há três meses. Não relatava dor lombar, febre ou perda ponderal significativa. A tomografia computadorizada abdominal revelou massa sólida, heterogênea e hipovascularizada ocupando metade superior do rim esquerdo, com componente exofítico e extensão para a pelve renal, medindo aproximadamente 12x10 cm. Devido ao risco de malignidade, foi submetido a nefrectomia total esquerda. O exame anatomopatológico confirmou carcinoma papilífero clássico, variante sólida, com lesão unifocal de 11,5 cm, grau histológico 3, necrose liquefativa em 50% do tumor e comprometimento do parênquima renal e tecido adiposo do seio renal. Não houve invasão do sistema pielocalicial, veia renal, tecido adiposo perinéfrico ou glândula adrenal, nem invasão angiolinfática ou perineural. As margens cirúrgicas estavam livres e o estadiamento foi pT3a pN0. O paciente evoluiu bem e segue em acompanhamento oncológico regular. Discussão: Este caso ilustra a apresentação típica do carcinoma papilífero clássico de células renais, inicialmente manifestado por hematúria. A tomografia evidenciou massa volumosa e heterogênea, compatível com malignidade renal. O grau histológico 3 e a necrose intratumoral são fatores de pior prognóstico, enquanto a ausência de invasão vascular e margens comprometidas indica ressecção completa. O estadiamento pT3a reflete invasão do tecido adiposo do seio renal, sem disseminação linfonodal. O tratamento cirúrgico radical permanece padrão-ouro para tumores localmente avançados.
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