Coleção retroperitoneal como complicação de pancreatite aguda
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238259Palavras-chave:
Coleção Retroperitoneal, Pancreatite Aguda, Coleções Líquidas, Drenagem PercutâneaResumo
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de formas leves a quadros graves, com risco de complicações locais e sistêmicas. Entre as causas mais comuns está a presença de cálculos biliares, que podem obstruir o ducto pancreático e desencadear o processo inflamatório. Complicações locais, como coleções líquidas retroperitoneais, podem evoluir para infecção ou necrose, exigindo intervenções específicas e abordagem multidisciplinar. Relato de Caso: Um paciente masculino foi admitido no pronto-socorro com dor abdominal em faixa no andar superior do abdome, iniciada há três dias. Apresentava elevação de amilase (314 U/L) e lipase (287 U/L). Ultrassonografia e tomografia abdominal identificaram múltiplos cálculos na vesícula e no colédoco. Durante a internação, apresentou piora clínica, com dor abdominal intensa e febre. Tomografia realizada nove dias após a admissão revelou aumento de coleção líquida no espaço pararrenal direito, caracterizando coleção retroperitoneal, além de derrame pleural e atelectasia pulmonar adjacente. Após quatro semanas do início do quadro, devido à persistência dos sintomas e febre, foi realizada drenagem percutânea guiada por imagem da coleção. O paciente evoluiu com melhora progressiva da dor e resolução da febre, apresentando desfecho clínico favorável. Discussão: A pancreatite aguda biliar pode evoluir com complicações como coleções líquidas e necrose pancreática, aumentando a morbidade e o tempo de internação. A obstrução do ducto pancreático por cálculos favorece o processo inflamatório e a formação de coleções retroperitoneais. O diagnóstico precoce dessas complicações é fundamental para o manejo adequado, sendo a tomografia o exame de escolha para avaliação da gravidade e extensão da doença. A drenagem percutânea guiada por imagem é uma alternativa minimamente invasiva eficaz para o controle dessas coleções, evitando intervenções cirúrgicas mais agressivas. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para o sucesso terapêutico. O caso reforça a importância da vigilância constante e abordagem individualizada.
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Referências
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