Lipossarcoma retroperitoneal gigante: um relato de caso

Autores

  • Vitor Matheus Silva Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Vitor Marcondes Ramos Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Débora Terribilli da Costa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Sérgio Dias do Couto Netto Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Tibério de Andrade Lima Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238260

Palavras-chave:

Lipossarcoma, Neoplasia, Cirurgia, Diagnóstico por Imagem, Radiologia, Abdome

Resumo

Os lipossarcomas retroperitoneais são tumores malignos raros de origem mesenquimal, representando 10 a 15% dos sarcomas de partes moles, com predileção pelo retroperitônio. Apresentam crescimento lento e expansivo, podendo atingir grandes dimensões antes de se manifestarem clinicamente devido à complacência do espaço retroperitoneal. Os sintomas iniciais são inespecíficos ou ausentes, dificultando o diagnóstico precoce. O tratamento padrão é a ressecção cirúrgica ampla. Relato de Caso: Uma paciente feminina de 57 anos, sem antecedentes relevantes, apresentou fadiga importante há oito meses, sem dispneia associada. Dois meses antes da internação, após episódio autolimitado de febre, cefaléia e mialgias, notou distensão abdominal progressiva. Negava perda ponderal, alterações do hábito intestinal, náuseas, vômitos ou sintomas respiratórios. A tomografia computadorizada revelou lesão expansiva retroperitoneal de grandes dimensões (24,4cm), com componente adiposo predominante e finas septações, deslocando estruturas adjacentes, sugerindo lipossarcoma. A ressonância magnética confirmou os achados e a cintilografia renal com DMSA avaliou a função diferencial renal, auxiliando no planejamento cirúrgico. A biópsia guiada por imagem demonstrou proliferação adipocítica bem diferenciada, sem atipia celular. Dez dias depois, a paciente foi submetida a ressecção oncológica ampliada, incluindo pancreatectomia corporocaudal, nefroureterectomia esquerda, esplenectomia e colectomia esquerda. O pós-operatório transcorreu sem intercorrências, com alta hospitalar e evolução clínica satisfatória. Discussão: O lipossarcoma retroperitoneal é o sarcoma mais prevalente do retroperitônio, frequentemente diagnosticado tardiamente pela ausência de sintomas específicos. O crescimento lento e a complacência do retroperitônio permitem grandes dimensões tumorais antes da detecção. A distensão abdominal progressiva é a manifestação mais comum, podendo gerar sintomas compressivos. Tomografia e ressonância magnética são essenciais para caracterização, estadiamento e planejamento cirúrgico. O subtipo bem diferenciado, predominante neste caso, apresenta baixo potencial metastático, mas alta taxa de recidiva local. A biópsia confirma o diagnóstico e orienta a conduta, sendo a excisão completa com margens livres é o tratamento de escolha. 

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Referências

A Surgical Approach to Liposarcoma With Retroperitoneal Location: A Case Report and Literature Review. Zou B, Wang X, Ma J, et al. Medicine. 2025;104(17):e42070. doi:10.1097/MD.0000000000042070.

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Publicado

2025-06-30

Como Citar

Silva, V. M. ., Ramos, V. M. ., Costa, D. T. da ., Frati, R. ., Netto, S. D. do C. ., & Lima, T. de A. . (2025). Lipossarcoma retroperitoneal gigante: um relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238260. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238260