Abscesso de partes moles de grande extensão com necessidade de drenagem cirúrgica múltipla: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238290Palavras-chave:
Abscesso de Partes Moles, Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina (mrsa), Drenagem Cirúrgica, Celulite Grave, Ultrassonografia Point, IdosoResumo
Abscessos de partes moles envolvendo regiões lombares e glúteas representam desafios terapêuticos devido ao risco de complicações sistêmicas e à necessidade de abordagem cirúrgica agressiva. Relatamos um caso de abscesso extenso refratário a antibioticoterapia inicial, exigindo intervenções cirúrgicas seriadas e internação prolongada. Relato de Caso: Paciente feminina, 73 anos, hipertensa (em uso regular de anti-hipertensivos), sem diabetes, apresentou área extensa de hiperemia na coxa esquerda, com progressão rápida para nádega e região lombar em 72 horas. Negava trauma local ou febre inicial. Iniciou antibioticoterapia empírica oral (cefalexina) sem melhora, evoluindo com edema flutuante e dor incapacitante. Exames e Conduta: Avaliação inicial: Celulite grave com suspeita de abscesso formado, sem resposta a tratamento conservador. Tomografia de partes moles: Coleção líquida de aproximadamente 15 cm na região glútea e lombar, com espessamento da fáscia adjacente. Primeira cirurgia: Drenagem de pus franco (cultura posteriormente positiva para Staphylococcus aureus meticilino-resistente - MRSA), desbridamento de tecido necrótico e lavagem exaustiva. Evolução: Persistência de secreção purulenta, necessitando de segunda abordagem cirúrgica para revisão de cavidade. Durante 18 dias, recebeu antibioticoterapia endovenosa e curativos diários. Evoluiu com redução progressiva da secreção, cicatrização por segunda intenção e restauração da mobilidade. Recebeu alta com orientação para curativos ambulatoriais e antibioticoterapia oral, com retorno ambulatorial. Discussão: Este caso ilustra a complexidade do manejo de abscessos em pacientes idosos, nos quais a resposta imune diminuída e a vascularização comprometida favorecem a progressão rápida. A necessidade de duas cirurgias destaca a importância do desbridamento completo e da avaliação intraoperatória da viabilidade tecidual. Conclusão: O relato enfatiza a abordagem multidisciplinar no tratamento de abscessos complexos. A vigilância ambulatorial rigorosa é essencial para prevenir recorrências, especialmente em pacientes com comorbidades que comprometem a cicatrização.
PALAVRAS-CHAVE: Abscesso de Partes Moles; Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina (mrsa); Drenagem Cirúrgica; Celulite Grave; Ultrassonografia Point of care (pocus); Idoso
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