Enterorragia em paciente idoso

Autores

  • Marcos Augusto de Abreu Sandmann Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Gabriel Silva Bizarrias Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Eduardo Camilo de Oliveira Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Paola Barros Macieski Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238302

Palavras-chave:

Hemorragia Digestiva, Melena, Enterorragia Em Idoso, Doença Diverticular, Sangramento Digestivo, Sangue nas Fezes

Resumo

As hemorragias digestivas em pacientes idosos com comorbidades representam uma urgência clínica complexa, que exige abordagem rápida e integrada entre diferentes setores hospitalares. A identificação da fonte do sangramento, estabilização hemodinâmica e investigação endoscópica são etapas essenciais para o manejo seguro e eficaz desses casos. Relato de Caso Um paciente masculino de 75 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2, apresentou episódios intermitentes de enterorragia e melena por cerca de seis meses. Inicialmente, as perdas sanguíneas eram pequenas, mas agravaram-se em maio de 2025, com dois episódios volumosos e indolores de sangue vivo e escuro nas evacuações. Atendido no pronto-socorro, realizou endoscopia digestiva alta (EDA) sem evidência de sangramento ativo. Retornou dias depois com palidez intensa, prostração e cansaço aos mínimos esforços. No exame físico, encontrava-se descorado, com pressão arterial de 100x80 mmHg e frequência cardíaca de 95 bpm. O toque retal revelou sangramento, sem lesões palpáveis. A hemoglobina estava em 5,4 g/dL, e o paciente recebeu transfusão de concentrado de hemácias, estabilizando-se clinicamente. Internado para investigação, manteve episódios constantes de enterorragia e melena, necessitando de novas transfusões. A tomografia abdominal evidenciou divertículos colônicos sem sinais de inflamação. Após preparo intestinal com manitol e solução glicerinada, realizou colonoscopia, inicialmente suspensa por coágulos. Novo preparo permitiu identificar extensa doença diverticular em todo o cólon, confirmando a provável causa da hemorragia digestiva baixa. Discussão Este caso destaca a importância da avaliação detalhada em pacientes com sangramento intestinal recorrente e a necessidade de investigação endoscópica progressiva para diagnóstico definitivo. O manejo clínico envolveu equipe multiprofissional e suporte transfusional contínuo, permitindo estabilização e condução segura. O tratamento da diverticulose hemorrágica requer vigilância clínica rigorosa, suporte adequado e acompanhamento para prevenir recidivas, ressaltando o papel fundamental da abordagem integrada em pacientes idosos com comorbidades.

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Referências

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Publicado

2025-06-30

Como Citar

Sandmann, M. A. de A. ., Bizarrias, G. S. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Oliveira, E. C. de ., & Macieski, P. B. . (2025). Enterorragia em paciente idoso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238302. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238302