Enterorragia em paciente idoso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238302Palavras-chave:
Hemorragia Digestiva, Melena, Enterorragia Em Idoso, Doença Diverticular, Sangramento Digestivo, Sangue nas FezesResumo
As hemorragias digestivas em pacientes idosos com comorbidades representam uma urgência clínica complexa, que exige abordagem rápida e integrada entre diferentes setores hospitalares. A identificação da fonte do sangramento, estabilização hemodinâmica e investigação endoscópica são etapas essenciais para o manejo seguro e eficaz desses casos. Relato de Caso Um paciente masculino de 75 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2, apresentou episódios intermitentes de enterorragia e melena por cerca de seis meses. Inicialmente, as perdas sanguíneas eram pequenas, mas agravaram-se em maio de 2025, com dois episódios volumosos e indolores de sangue vivo e escuro nas evacuações. Atendido no pronto-socorro, realizou endoscopia digestiva alta (EDA) sem evidência de sangramento ativo. Retornou dias depois com palidez intensa, prostração e cansaço aos mínimos esforços. No exame físico, encontrava-se descorado, com pressão arterial de 100x80 mmHg e frequência cardíaca de 95 bpm. O toque retal revelou sangramento, sem lesões palpáveis. A hemoglobina estava em 5,4 g/dL, e o paciente recebeu transfusão de concentrado de hemácias, estabilizando-se clinicamente. Internado para investigação, manteve episódios constantes de enterorragia e melena, necessitando de novas transfusões. A tomografia abdominal evidenciou divertículos colônicos sem sinais de inflamação. Após preparo intestinal com manitol e solução glicerinada, realizou colonoscopia, inicialmente suspensa por coágulos. Novo preparo permitiu identificar extensa doença diverticular em todo o cólon, confirmando a provável causa da hemorragia digestiva baixa. Discussão Este caso destaca a importância da avaliação detalhada em pacientes com sangramento intestinal recorrente e a necessidade de investigação endoscópica progressiva para diagnóstico definitivo. O manejo clínico envolveu equipe multiprofissional e suporte transfusional contínuo, permitindo estabilização e condução segura. O tratamento da diverticulose hemorrágica requer vigilância clínica rigorosa, suporte adequado e acompanhamento para prevenir recidivas, ressaltando o papel fundamental da abordagem integrada em pacientes idosos com comorbidades.
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