Existe correlação entre dados clínicos e tomográficos com a qualidade de vida de pacientes com nefrolitíase?

Autores

  • Gabriel Leal Nunes Silva Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Alexandre Danilovic Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Elaine Brasil Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Giovanni Marchini Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Fabio Torricelli Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Carlos Batagello Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Fabio Vicentini Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Perrela Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • William C Nahas Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Eduardo Mazzucchi Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238304

Palavras-chave:

Tomografia Computadorizada, Cálculo Renal, Nefrolitíase, Qualidade de Vida, Instrumentos de Avaliação, Preditores

Resumo

Este estudo analisa a correlação entre variáveis clínicas e tomográficas com os domínios e o escore total de dois instrumentos de avaliação da qualidade de vida: um geral (SF-12) e outro específico para nefrolitíase (CReSP). Relato de Caso Entre o final de 2022 e 2024, 59 pacientes adultos com cálculo renal confirmado por tomografia computadorizada sem contraste preencheram o Short Form Health Survey (SF-12) e o Cambridge Renal Stone PROM (CReSP). Foram coletadas variáveis clínicas como idade, sexo, escolaridade, estado civil, raça, ocupação, IMC, depuração de creatinina, comorbidades (hipertensão, diabetes, obesidade) e número de intervenções prévias. As variáveis tomográficas incluíram número de cálculos, localização, volume total e dilatação pielocalicinal. A idade média foi 53 anos, 51% do sexo masculino, maioria branca e empregada (63%). Os pacientes apresentavam em média 4,1 cálculos e 2,7 intervenções prévias. O volume médio dos cálculos foi 818 mm³, e 17% apresentavam dilatação pielocalicinal. A raça não branca e eventos recentes relacionados a cálculos associaram-se significativamente à pior qualidade de vida em múltiplos domínios do CReSP e a escores mais baixos no componente físico (PCS) do SF-12. Na regressão multivariada, esses fatores previram independentemente o escore total do CReSP, e eventos relacionados a cálculos também previram o domínio de dor. O número de intervenções prévias correlacionou-se com ansiedade, dor e escore total do CReSP, sendo preditor independente da dor e do escore total, mas não se associou aos domínios do SF-12. IMC, depuração de creatinina e diabetes não apresentaram associação significativa com a qualidade de vida. Eventos relacionados a cálculos e hipertensão foram preditores independentes de escores mais baixos no PCS do SF-12. Discussão Eventos relacionados a cálculos, raça não branca e número de intervenções prévias destacaram-se como principais preditores da qualidade de vida relacionada à saúde, corroborando achados prévios. 

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

-

Downloads

Publicado

2025-06-30

Como Citar

Silva, G. L. N. ., Danilovic, A. ., Brasil, E. ., Marchini, G. ., Torricelli, F. ., Batagello, C. ., Vicentini, F. ., Perrela, R. ., Nahas, W. C. ., & Mazzucchi, E. . (2025). Existe correlação entre dados clínicos e tomográficos com a qualidade de vida de pacientes com nefrolitíase?. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238304. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238304