Hemangioma hepático gigante de 25cm com crescimento progressivo e sintomatologia associada: relato de caso de hepatectomia direita
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238306Palavras-chave:
Hemangioma Hepático Gigante, Hepatectomia Direita, Aspectos Tomográficos, Colangiografia Intraoperatória, Sintomas CompressivosResumo
Os hemangiomas hepáticos são os tumores benignos mais comuns do fígado, geralmente assintomáticos e manejados de forma conservadora. Contudo, hemangiomas gigantes podem causar sintomas intensos e crescimento progressivo, justificando intervenção cirúrgica em casos selecionados.Relato de Caso Uma paciente feminina de 51 anos apresentou plenitude gástrica, saciedade precoce, fadiga, dispneia e dor abdominal. Exames de imagem revelaram hemangioma gigante envolvendo o lobo direito, parte do segmento IVb e o lobo caudado, medindo 25,0 × 20,0 × 17,5 cm, com aumento em relação ao exame anterior. O ramo direito da veia porta não foi identificado na lesão, enquanto o ramo esquerdo mantinha contato com o tumor. A vascularização complexa incluía aporte da artéria hepática direita e ramos da artéria frênica inferior. Os exames laboratoriais indicaram anemia leve, elevação da GGT e bilirrubinas totais discretamente aumentadas, com função hepática preservada e desempenho funcional excelente (KPS 100; ECOG 0). Inicialmente, optou-se pelo manejo conservador, mas o agravamento dos sintomas e o aumento tumoral levaram à indicação de hepatectomia direita. Durante o procedimento, ocorreu sangramento estimado em 400 ml. A paciente evoluiu satisfatoriamente no pós-operatório. Discussão O diagnóstico do hemangioma hepático baseia-se em exames radiológicos, principalmente tomografia computadorizada, que apresenta alta sensibilidade e especificidade. Hemangiomas típicos mostram realce periférico na fase arterial e centrípeto na fase portal, com homogeneização tardia. Hemangiomas gigantes podem apresentar aspecto heterogêneo devido a trombose, calcificações e degenerações císticas. No caso apresentado, o aumento tumoral e a sintomatologia intensa indicaram a cirurgia, apesar dos desafios técnicos impostos pela vascularização complexa e dificuldade em identificar o ramo direito da veia porta. O sangramento moderado e a boa evolução pós-operatória confirmam a viabilidade da intervenção em centros especializados.
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