Perfuração de úlcera pilórica com pneumoperitônio: relato de caso e manejo cirúrgico emergencial
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238317Palavras-chave:
Úlcera Pilórica, Abdome Agudo Perfurativo, Pneumoperitôneo, Cirurgia, Contaminação PeritonealResumo
A perfuração de úlcera péptica é uma complicação grave e potencialmente fatal da doença ulcerosa, caracterizada pela ruptura da parede gástrica ou duodenal, com contaminação da cavidade peritoneal por conteúdo gástrico ou biliar. O quadro clínico geralmente apresenta dor abdominal súbita, sinais de peritonite e instabilidade hemodinâmica, exigindo diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica urgente. A tomografia computadorizada é fundamental para confirmação diagnóstica e planejamento terapêutico.Relato de Caso Paciente masculino de 48 anos deu entrada no pronto-socorro, trazido pelo sistema CROSS, sem acompanhante, com dor abdominal progressiva há quatro dias. No exame físico, encontrava-se em mau estado geral, febril, com frequência cardíaca de 95 bpm, pressão arterial média de 69 mmHg e tempo de enchimento capilar inferior a três segundos. O abdome apresentava-se em tábua, indicando peritonite generalizada. Negava comorbidades, alergias ou cirurgias prévias. A tomografia computadorizada evidenciou extenso pneumoperitônio. Foi imediatamente submetido a laparotomia mediana, que revelou aproximadamente cinco litros de líquido bilioso e conteúdo alimentar na cavidade peritoneal, além de úlcera perfurada no antro-pilórico com cerca de 3 cm de diâmetro, extensa fibrina e líquido biliar purulento. Realizou-se desbridamento da úlcera. No pós-operatório, foi encaminhado à UTI, onde apresentou melhora lenta e progressiva, sendo transferido para a enfermaria no oitavo dia.Discussão A perfuração de úlcera péptica é uma emergência cirúrgica que requer diagnóstico e intervenção imediatos para evitar sepse e falência múltipla de órgãos. O pneumoperitônio na tomografia é sinal decisivo para diagnóstico. O exame físico com abdome em tábua reforça a necessidade de cirurgia urgente. O desbridamento e lavagem peritoneal controlam a infecção e removem tecido necrosado. A biópsia da borda exclui malignidade, especialmente em úlceras grandes. A evolução clínica depende da rapidez do diagnóstico, extensão da contaminação e resposta ao tratamento. O manejo em UTI é essencial para suporte hemodinâmico e monitorização.
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Referências
Source Control in Emergency General Surgery: WSES, GAIS, SIS-E, SIS-A Guidelines. Coccolini F, Sartelli M, Sawyer R, et al. World Journal of Emergency Surgery : WJES. 2023;18(1):41. doi:10.1186/s13017-023-00509-4.
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