Ruptura de aneurisma da aorta abdominal em paciente idoso: relato de caso e conduta inicial
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238322Palavras-chave:
Aneurisma, Aorta, Ruptura, Reconhecimento, Hematoma, RetroperitonealResumo
Aneurisma da aorta abdominal (AAA) é uma dilatação patológica da aorta que acomete principalmente pacientes idosos, apresentando risco significativo de ruptura, evento grave com alta mortalidade. A ruptura geralmente se manifesta por dor abdominal súbita e intensa, podendo evoluir para choque hemorrágico. Diagnóstico precoce por exames de imagem, como a tomografia computadorizada, é fundamental para avaliar a extensão da lesão e planejar o tratamento, que pode ser cirúrgico aberto ou endovascular. Relato de Caso Paciente masculino de 77 anos apresentou dor abdominal na FIE há aproximadamente seis horas, associada a alteração do ritmo intestinal nos últimos quinze dias. Na avaliação clínica, apresentou dor à palpação na fossa ilíaca esquerda, sem sinais de peritonite. A tomografia computadorizada evidenciou aneurisma roto da aorta abdominal com calibre máximo de 7,4 cm e extensão aproximada de 9,2 cm. O colo proximal situava-se no plano da artéria mesentérica superior, e o colo distal atingia a bifurcação aórtica. Identificou-se extenso hematoma retroperitoneal à esquerda, medindo 22cm, com volume estimado em cerca de 1100mL. Diante do quadro, o paciente foi transferido para centro especializado para tratamento definitivo. Discussão A ruptura do aneurisma da aorta abdominal é uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo diagnóstico rápido e intervenção imediata. A dor abdominal súbita em pacientes idosos com fatores de risco deve levantar suspeita clínica. A tomografia computadorizada confirma a ruptura, avalia o tamanho do aneurisma e a extensão do hematoma, auxiliando no planejamento terapêutico. O aneurisma com 7,4 cm ultrapassa o limiar para reparo eletivo, indicando alto risco de ruptura. O hematoma volumoso confirma sangramento ativo. O tratamento pode ser cirúrgico aberto ou endovascular (EVAR), este último menos invasivo e com menor morbimortalidade em pacientes selecionados. O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica com reanimação volêmica e controle da pressão arterial para evitar aumento do sangramento.
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Referências
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