Trauma esplênico associado a lesão pancreática: relato de caso e abordagem cirúrgica

Authors

  • Anna Elisa Marcus Almeida Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (unauthenticated)
  • Maria Luiza Villela Corullon Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Sérgio Henrique Bastos Damous Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Edivaldo Massazo Utiyama Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238328

Keywords:

Trauma Abdominal, Lesão Pancreática, Lesão Esplênica, Pancreatectomia, Esplenectomia, Tratamento Não Operatório

Abstract

Trauma abdominal fechado é uma causa frequente de internação em serviços de emergência, podendo afetar múltiplos órgãos e demandando avaliação rápida e manejo adequado para evitar complicações. O baço é o órgão mais comumente lesionado, e lesões pancreáticas associadas, embora menos frequentes, podem agravar o quadro clínico. A decisão entre tratamento conservador e intervenção cirúrgica depende da estabilidade clínica e da evolução do paciente. Relato de Caso Homem de 29 anos foi encontrado inconsciente em via pública e levado ao PS pelo SAMU. À admissão, apresentava vias aéreas pérvias, tórax com expansibilidade preservada. Estava hemodinamicamente estável, com pelve estável, abdome indolor e exame E-FAST negativo. A escala de coma de Glasgow era 14, com pupilas isocóricas. A tomografia computadorizada de corpo inteiro revelou trauma esplênico grau III, pequeno pneumotórax direito, fratura transversa do corpo do esterno e pneumomediastino. Optou-se inicialmente pelo tratamento conservador. No terceiro dia, o paciente desenvolveu sinais de irritação peritoneal e queda significativa da hemoglobina, de 14,4 g/dL para 9,7 g/dL. Nova tomografia evidenciou aumento do líquido livre abdominal, áreas heterogêneas no corpo do pâncreas e agravamento das lacerações esplênicas com hematoma subcapsular. Realizou-se videolaparoscopia diagnóstica, convertida para laparotomia exploradora, durante a qual foram feitas pancreatectomia corpo-caudal, esplenectomia e drenagem abdominal. Evoluiu sem intercorrências significativas. Recebeu alta da UTI no quinto dia, com retirada do dreno no 13º dia e alta hospitalar. Discussão Manejo do trauma esplênico é conservador em pacientes estáveis, com monitoramento rigoroso para detectar complicações. A presença de lesão pancreática associada e sinais de peritonite indica necessidade de intervenção cirúrgica. A pancreatectomia corpo-caudal e esplenectomia controlaram o sangramento e removeram tecido comprometido. A conversão da videolaparoscopia para laparotomia é comum em traumas complexos, permitindo melhor controle cirúrgico. A ausência de fístula pancreática e a evolução favorável indicam sucesso no tratamento. 

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References

American College of Surgeons. (2018). Advanced Trauma Life Support: Student Course Manual. 10th ed. Chicago, IL: American College of Surgeons. Ayoob, A. R., Lee, J. T., Herr, K., LeBedis, C. A., & Jain, A. (2021). Pancreatic Trauma: Imaging Review and Management Update. Radiographics, 41(1), e1-e16. doi:10.1148/rg.2021200077

Published

2025-07-01

How to Cite

Almeida, A. E. M. ., Corullon, M. L. V. ., Damous, S. H. B. ., Utiyama, E. M. ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Trauma esplênico associado a lesão pancreática: relato de caso e abordagem cirúrgica. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238328. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238328