Abordagem conservadora de íleo biliar em idosa

Autores

  • Thomas Haofu Yang Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Gabriel Petrin Alonso Silva Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Victor Santos Duarte Ramos Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Thomas Vidal Reigas Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238331

Palavras-chave:

Íleo Biliar, Obstrução Intestinal, Fístula Colecistoduodenal, Cálculo, Tomografia Computadorizada

Resumo

O íleo biliar é uma causa rara de obstrução intestinal mecânica, resultante da impactação de cálculo biliar no trato digestivo, geralmente por meio de uma fístula colecistoduodenal. Representa 1-4% de todas as obstruções intestinais, mas pode chegar a 25% em idosos, estando associado à alta morbimortalidade. O diagnóstico é desafiador, pois a tríade de Rigler (obstrução intestinal, aerobilia e cálculo ectópico) ocorre em apenas 30-50% dos casos. Complicações como perfuração, sepse e necrose intestinal são frequentes e exigem intervenção cirúrgica urgente. Relato de Caso: Uma paciente feminina de 73 anos, com histórico de colelitíase e hipertensão arterial crônica, apresentou dor abdominal intensa em flanco inferior esquerdo, vômitos e inapetência há quatro dias. Ao exame físico, exibia abdome plano, flácido e doloroso difusamente à palpação. A tomografia computadorizada evidenciou vesícula biliar com conteúdo hiperdenso e gás, parede infundibular justaposta à primeira porção do duodeno, sugerindo fístula colecistoduodenal. Observou-se ainda distensão de alças jejunoileais, com redução de calibre no íleo distal e formação calcificada de 4 cm junto ao ceco, indicando cálculo impactado. Durante a internação, a paciente apresentou melhora clínica e nova tomografia mostrou migração do cálculo. Como mantinha estabilidade hemodinâmica e trânsito intestinal presente, optou-se por suporte clínico, passagem de sonda nasoenteral e seguimento ambulatorial para avaliação das vias biliares e programação terapêutica. Discussão: Este caso ilustra o íleo biliar em paciente idosa, destacando os desafios diagnósticos e a importância da tomografia para identificação da fístula e do cálculo impactado. O manejo conservador foi possível devido à estabilidade clínica e migração espontânea do cálculo, conduta considerada segura em casos selecionados. A persistência da fístula bilioentérica mantém risco de recorrência e complicações, indicando necessidade de tratamento definitivo posterior. O relato ressalta a importância da individualização terapêutica e do papel central da tomografia no diagnóstico e condução do íleo biliar.

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Referências

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Yang, T. H. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Silva, G. P. A. ., Ramos, V. S. D. ., & Reigas, T. V. . (2025). Abordagem conservadora de íleo biliar em idosa. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238331. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238331