Abscesso pericecal retroperitoneal em paciente com dor abdominal prolongada
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238352Palavras-chave:
Abscesso Retroperitoneal, Dor Abdominal, LaparoscopiaResumo
Abscessos intra-abdominais são complicações graves que podem surgir após processos inflamatórios, como apendicite, manifestando-se por dor abdominal, sinais de infecção e alterações no exame físico. Diagnóstico precoce e o tratamento cirúrgico são fundamentais para evitar complicações severas. Este relato descreve um caso de abscesso pericecal retroperitoneal em paciente adulto com dor abdominal prolongada. Relato de Caso Paciente masculino de 59 anos apresentou desconforto abdominal inespecífico por 19 dias, inicialmente com dor em cólica intermitente que não afetava suas atividades. Procurou atendimento em UBS, onde recebeu tratamento sintomático sem melhora. Após uma semana, a dor piorou, localizando-se na FID, associada a náuseas, vômitos e distensão abdominal, sem febre. Foi atendido em PS externo e encaminhado a hospital referenciado. Na admissão, encontrava-se em bom estado geral, afebril, com abdome globoso, ruídos hidroaéreos diminuídos, dor à palpação na fossa ilíaca direita, plastrão palpável e descompressão brusca positiva. Exames laboratoriais mostraram leucocitose (16.180/mm³), neutrofilia (13.494/mm³) e proteína C reativa elevada (151 mg/L). A tomografia computadorizada abdominal revelou coleção mal definida com imagens gasosas na fossa ilíaca direita, sugerindo abscesso. Indicou-se laparoscopia, que evidenciou grande abscesso retroperitoneal na extremidade do ceco e parede posterior, com ausência de apêndice cecal e extensa inflamação local. No quarto dia pós-operatório, o paciente apresentou dor e distensão abdominal, sendo submetido a nova laparoscopia para lise de bridas no quinto dia. Após a reintervenção, evoluiu com melhora progressiva, tolerou dieta e recebeu alta no 13º dia, com seguimento ambulatorial.Discussão Abscessos retroperitoneais pericecais são complicações raras e graves, geralmente decorrentes de apendicite complicada. Apresentação clínica insidiosa dificulta o diagnóstico inicial, tornando a tomografia computadorizada essencial para identificar a coleção e planejar o tratamento. A laparoscopia permite diagnóstico e tratamento minimamente invasivo, incluindo drenagem e desbridamento, preservando estruturas adjacentes. Complicações como aderências podem exigir reintervenção.
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Referências
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