Adenocarcinoma de cabeça pancreática com colestase obstrutiva e sepse pós-cpre: relato de caso e manejo multidisciplinar

Autores

  • Gabriela Pires Neves Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Arthur dos Santos Lessa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Roberto de Freitas Costa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • William Santos Oliveira Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238355

Palavras-chave:

Adenocarcinoma, Lesão, Sepse, Icterícia, Obstrução, Colestase

Resumo

Adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágio avançado devido à apresentação clínica insidiosa. Obstrução biliar causada por tumores na cabeça pancreática é comum, levando à icterícia progressiva, colestase e risco aumentado de complicações infecciosas como colangite. O diagnóstico envolve exames de imagem, marcadores tumorais e confirmação histopatológica. O manejo inclui drenagem biliar para alívio da obstrução e planejamento cirúrgico para ressecção tumoral, quando possível. Relato de Caso Homem de 63 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, apresentou icterícia progressiva por três meses, associada a perda ponderal de 8 kg. A tomografia computadorizada evidenciou dilatação colestática e lesão hipovascular de 3cm na cabeça pancreática, sem metástases à distância. Os marcadores tumorais mostraram CA19-9 elevado (1.527U/mL). Bilirrubina total estava em 34,7mg/dL, com elevação das enzimas hepáticas. A ecoendoscopia revelou área hipoecóica intrapancreática, com punção aspirativa positiva para adenocarcinoma. Realizou colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com colocação de prótese plástica para drenagem biliar. Durante a internação, evoluiu com sepse. Realizou CPRE de urgência para substituição da prótese plástica por metálica, drenando secreção purulenta. Após o procedimento, apresentou melhora hemodinâmica e redução do suporte vasoativo. Hemoculturas identificaram Klebsiella pneumoniae, e iniciou antibioticoterapia com piperacilina-tazobactam e metronidazol. Encaminhado para tratamento cirúrgico. Discussão O adenocarcinoma de cabeça pancreática manifesta-se frequentemente por icterícia obstrutiva devido à compressão do colédoco. A confirmação histopatológica por punção guiada por ecoendoscopia é essencial para o planejamento terapêutico. A drenagem biliar endoscópica alivia a obstrução, mas pode causar complicações como colangite e sepse, exigindo manejo intensivo e troca emergencial da prótese. A substituição por prótese metálica recoberta melhora a drenagem e reduz o risco de obstrução. O manejo da sepse com antibioticoterapia adequada e suporte intensivo é crucial para estabilização. O planejamento cirúrgico deve considerar a condição clínica e nutricional do paciente. 

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Referências

Pancreatic Adenocarcinoma. Ryan DP, Hong TS, Bardeesy N. The New England Journal of Medicine. 2014;371(11):1039-49. doi:10.1056/NEJMra1404198.

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Neves, G. P. ., Lessa, A. dos S. ., Costa, R. de F. ., Oliveira, W. S. ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Adenocarcinoma de cabeça pancreática com colestase obstrutiva e sepse pós-cpre: relato de caso e manejo multidisciplinar. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238355. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238355