Adenocarcinoma de cólon em flexura esplênica: relato de caso e desafios no manejo

Autores

  • Tiago Bastos Barbosa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Anna Carolina Berkenbrock Mendes Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Marina Marangoni Roschel Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Juliana Blassioli Suyama Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238357

Palavras-chave:

Manejo, Manifestações do Adenocarcinoma Colônico

Resumo

O adenocarcinoma de cólon é um tumor maligno comum do intestino grosso, frequentemente com sintomas iniciais sutis, como alterações do hábito intestinal, desconforto abdominal e perda de peso. A colonoscopia é fundamental para o diagnóstico precoce, enquanto a confirmação histopatológica se dá por biópsia. O tratamento envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, conforme o estágio da doença. Relato de Caso Um paciente masculino de 65 anos, tabagista (40 maços/ano) e com histórico familiar de neoplasia pulmonar, apresentou dor abdominal há três meses (intensidade 5/10), associada à hiporexia, vômitos, diarreia paradoxal e perda de peso de 10 kg. A colonoscopia revelou massa na flexura esplênica, e a biópsia confirmou adenocarcinoma moderadamente diferenciado, invasivo e não ulcerado. Vinte dias depois, com piora da dor abdominal, agora epigástrica, procurou novamente atendimento. A tomografia computadorizada mostrou espessamento parietal concêntrico e subestenótico no ângulo esplênico do cólon (4,0 cm), sem extensão extramural. Foi submetido à colectomia esquerda estendida, com colostomia terminal no ângulo hepático e drenagem retroperitoneal. No pós-operatório, apresentou infarto agudo do miocárdio e, posteriormente, foi identificada metástase vesical, sendo acompanhado pela urologia. Discussão O adenocarcinoma de cólon é o subtipo histológico mais comum do câncer colorretal, originando-se das células glandulares da mucosa colônica. Sua patogênese envolve a sequência adenoma-carcinoma, caracterizada por acúmulo de mutações em genes supressores tumorais e oncogenes. A maioria dos casos surge de adenomas convencionais, enquanto uma minoria decorre de instabilidade de microssatélites. Os sintomas iniciais são inespecíficos, dificultando o diagnóstico precoce. O risco aumenta com a idade, sendo essencial o rastreamento por colonoscopia para detecção e remoção de lesões precursoras, reduzindo a incidência e mortalidade. O caso ilustra a evolução clínica, a importância da abordagem multidisciplinar e o impacto das complicações pós-operatórias e metastáticas no prognóstico do paciente.

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Referências

Colorectal Adenomas. Strum WB. The New England Journal of Medicine. 2016;374(11):1065-75. doi:10.1056/NEJMra15135

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Barbosa, T. B. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Mendes, A. C. B. ., Roschel, M. M. ., & Suyama, J. B. . (2025). Adenocarcinoma de cólon em flexura esplênica: relato de caso e desafios no manejo. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238357. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238357